Plano de saúde empresarial após o desligamento: como manter
CEO da LeadMark · Especialista em planos de saúde
Você acabou de sair da empresa e quer continuar usando o mesmo plano de saúde que te atende durante o contrato. A boa notícia é que, em muitos casos, isso é possível, e o plano de saúde empresarial pode ser mantido após o desligamento pagando por conta própria.
Sim, é possível manter o plano de saúde empresarial após a demissão sem justa causa, desde que você tenha contribuído com o custo da mensalidade durante o contrato. O direito vale por um período proporcional ao tempo de contribuição, e você passa a pagar a mensalidade diretamente à operadora.
Como funciona a manutenção do plano de saúde empresarial após a demissão
A manutenção do plano após o desligamento é um direito previsto para quem é demitido sem justa causa e contribuía financeiramente com o plano enquanto trabalhava. Em vez de perder a cobertura no dia em que o vínculo termina, você pode continuar usando o mesmo plano, assumindo integralmente o valor da mensalidade.
É importante entender o que conta como contribuição. Segundo as regras, a manutenção do plano de saúde pós-demissão exige demissão sem justa causa e que o trabalhador tenha contribuído com o custo da mensalidade durante o contrato, conforme explica o guia sobre demissão e plano de saúde. Ou seja, a empresa pode ter pagado uma parte e você outra, mas é preciso que você tenha ajudado a bancar o custo.
Quem tem direito de manter o plano e quais são os requisitos legais
O direito à manutenção do plano exige o cumprimento de alguns requisitos. O primeiro deles é que a demissão tenha sido sem justa causa. O segundo é que você tenha contribuído com o custo da mensalidade durante o tempo em que esteve na empresa.
Quem não teve desconto na folha de pagamento para custear o plano, ou seja, casos em que a empresa pagou 100% da mensalidade sem repassar nada ao funcionário, não se enquadra na regra. O mesmo vale para quem pagava apenas coparticipação nas consultas e exames: a coparticipação é uma taxa de uso, não uma contribuição para o custo da mensalidade, e por isso não gera o direito de continuar no plano.
Atenção à coparticipação
Pagar coparticipação no uso de consultas e exames não é o mesmo que contribuir com a mensalidade. Para ter o direito de manter o plano após a demissão, é preciso que tenha havido contribuição direta no custo mensal do plano durante o contrato.
Valor da mensalidade e prazo de permanência no plano após o desligamento
Ao manter o plano, você assume o valor integral da mensalidade que antes era dividida com a empresa. Em vez de ter o desconto em folha, você passa a pagar diretamente à operadora, exatamente como um beneficiário comum.
Quanto ao prazo de permanência, a regra é proporcional ao tempo de contribuição. O ex-empregado demitido sem justa causa tem o direito de manter o plano pelo período de um terço do tempo em que contribuiu, com o mínimo de 6 meses e o máximo de 24 meses, conforme detalha a explicação sobre continuar no plano. Se você contribuiu por 12 meses, por exemplo, poderá manter o plano por mais 6 meses, que é o mínimo garantido.
Prazo de 30 dias para solicitação e o procedimento junto à empresa
A manutenção do plano não é automática. Você precisa manifestar a intenção de continuar com a cobertura dentro de um prazo de 30 dias após o desligamento. Se deixar passar esse período, perde o direito de manter o plano e precisará buscar uma alternativa no mercado.
O procedimento costuma envolver comunicar a empresa, geralmente ao setor de recursos humanos, sobre o interesse em manter o plano. A partir daí, a empresa informa à operadora, e você passa a receber o boleto ou a fatura referente ao valor integral da mensalidade.
O que acontece ao conseguir novo emprego ou quando o período de permanência acaba
Ao conseguir um novo emprego com benefício de plano de saúde, o direito de manter o plano antigo se encerra, já que a manutenção é pensada para quem ficou sem cobertura. Se o período de permanência acabar e você ainda não tiver um novo plano, o próximo passo natural é a portabilidade de carências, que permite levar o tempo de contribuição para um plano novo sem cumprir novas carências.
A portabilidade de carências é uma alternativa concreta quando o período de permanência se esgota, pois aproveita o tempo que você já acumulou. Antes de decidir, vale comparar o custo de manter o plano atual com o de contratar um plano individual ou familiar.
Se você quer manter também os seus dependentes no plano nessa transição, confira as regras específicas para manter dependentes no plano ao sair do emprego.
FAQ: Manutenção de plano de saúde após demissão
Quem foi demitido por justa causa pode manter o plano? Não, o direito de manter o plano de saúde após o desligamento vale apenas para demissão sem justa causa.
Quem não pagava nada pelo plano pode continuar usando? Não. Se a empresa arcava com 100% da mensalidade e você não contribuía com o custo, você não se enquadra na regra de manutenção do plano.
Pagar coparticipação dá direito de manter o plano? Não. A coparticipação é uma taxa sobre o uso de serviços, e não uma contribuição para o custo da mensalidade. Só a contribuição direta gera o direito.
Quanto tempo posso ficar no plano após a demissão? O prazo é de um terço do tempo de contribuição, com mínimo de 6 meses e máximo de 24 meses.
Preciso avisar a empresa? Sim. Você precisa comunicar o interesse em até 30 dias após o desligamento para exercer o direito.
Se você está avaliando opções para o futuro, entender como escolher entre os melhores planos de saúde ajuda a tomar uma decisão segura quando o período de permanência terminar.
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CEO da LeadMark · Especialista em planos de saúde
CEO da LeadMark desde 2012, com 15 anos no mercado de saúde suplementar. Gero +60k leads de plano de saúde por mês para 30 mil corretores em todo o Brasil. Escrevo sobre preço, carência, rede credenciada e sobre como vender plano de saúde.
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