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Performance Max rende mais no e-commerce quando divide espaço com Shopping padrão

· Givanildo Albuquerque

Performance Max (campanha automatizada do Google Ads que distribui anúncios em vários canais) continua relevante para e-commerce em 2026, mas a leitura mais prática do mercado mudou: usar só esse formato tende a reduzir controle, esconder desperdícios e dificultar decisões de verba. A análise publicada pela Search Engine Journal mostra que a estratégia híbrida, combinando Performance Max com Standard Shopping (campanha de Shopping com maior controle sobre produtos, lances e estrutura), está entregando resultados mais consistentes porque separa melhor descoberta de demanda e captura de intenção de compra. Para quem vende online, o recado é simples: automação ajuda, mas não substitui estrutura, feed de produto bem feito e segmentação clara. Em contas com verba limitada ou histórico curto de conversões, insistir em uma campanha única pode fazer o algoritmo aprender com sinais fracos e empurrar investimento para cliques pouco rentáveis.

A discussão ganhou força porque o Google ampliou recursos de controle dentro do Performance Max, mas isso não resolveu o problema central: a campanha ainda mistura alcance amplo com pouca transparência quando a conta está mal montada. Em vez de abandonar a automação, a recomendação passa a ser usar cada tipo de campanha para uma função específica.

Na prática, isso conversa diretamente com quem já enfrenta campanha Google Ads sem resultado. Quando tudo fica concentrado em uma única estrutura, fica mais difícil entender se o problema está na oferta, no criativo, na página ou no próprio tráfego.

PontoPerformance MaxStandard ShoppingMelhor uso no híbrido
AlcanceSearch, YouTube, Display, Gmail, Discover e MapsShopping com foco maior em intenção de compraPMax para descoberta; Shopping para demanda quente
ControleMenor visibilidade e automação altaControle maior de produtos, metas e estruturaSeparar produtos principais e testes
Leitura de dadosMelhorou, mas ainda exige interpretaçãoMais previsível para análiseUsar Shopping como base de decisão
Risco comumGastar em tráfego pouco qualificadoEscalar mais devagarEquilibrar eficiência e expansão

Sim, a estratégia híbrida virou o caminho mais seguro

O dado mais forte do artigo é este: um estudo da Optmyzr citado pela Search Engine Journal analisou 24.702 campanhas de Performance Max em 2024 e encontrou 82% dos anunciantes rodando PMax junto com outros tipos de campanha. Mais importante que o volume é a conclusão: quando disputava o mesmo tráfego, o PMax frequentemente performava pior do que essas alternativas.

Isso muda a lógica de estrutura. Em vez de substituir Standard Shopping, o Performance Max passa a funcionar melhor como complemento para descoberta de novos compradores e expansão de alcance.

O ponto é especialmente relevante para lojas com catálogo grande ou margens apertadas. Nesses cenários, separar produtos campeões em estruturas mais controláveis ajuda a preservar rentabilidade e melhora a leitura sobre o que é conversão.

O ganho de controle melhorou, mas ainda não resolve tudo sozinho

Sim, o Performance Max evoluiu, e os números citados pela fonte ajudam a mostrar isso: os search themes (temas de busca usados como sinais para a IA) passaram de 25 para 50 por asset group (grupo de criativos e sinais dentro da campanha). Além disso, palavras-chave negativas em nível de campanha foram liberadas entre o fim de 2024 e o começo de 2025, o que reduz parte do desperdício.

Só que mais recursos não significam campanha autogerenciável. O que mudou foi a capacidade de orientar o sistema, não a obrigação de revisar feed, público, exclusões e orçamento.

Para quem anuncia, a diferença prática é clara: agora existe mais espaço para guiar a máquina, mas continua sendo preciso dizer para onde ela deve ir. Isso combina com uma rotina mais ativa de ajustes, semelhante ao que já vem sendo defendido em usar IA para otimizar Google Ads.

Feed de produto continua sendo a alavanca mais subestimada

A resposta curta é direta: sem feed forte, o híbrido também perde força. O artigo reforça que o PMax puxa fortemente dados do Merchant Center e que títulos genéricos, descrições fracas e atributos ausentes limitam a qualidade das entregas, mesmo quando a campanha parece bem configurada.

O dado concreto aqui não está em percentual, mas na priorização operacional: o feed aparece como o maior ponto de alavancagem acima de ajustes finos de campanha. Para e-commerce, isso pesa porque o algoritmo tende a buscar volume de conversão, não necessariamente margem melhor.

É por isso que excluir SKUs (itens individuais de produto) de baixa margem do PMax ou separar categorias por rentabilidade deixa de ser detalhe técnico e vira decisão de caixa. Quando o sistema aprende em cima do produto errado, ele pode até vender, mas vender mal.

Criativo e sinais de público influenciam mais do que parece

Outro ponto objetivo do texto é que asset groups muito genéricos continuam sendo um padrão de baixa performance. A recomendação é separar grupos por categoria de produto ou por segmento de audiência, em vez de concentrar tudo em uma única estrutura.

Há ainda dois números importantes: o Google agora aceita até 50 search themes por grupo e o artigo alerta que metas agressivas de ROAS (retorno sobre gasto com anúncios) colocadas cedo demais podem reduzir o volume total de conversões em até 50%. Para negócio pequeno e médio, isso é o tipo de ajuste que trava escala sem parecer erro no painel.

Também aparece uma recomendação operacional útil: incluir pelo menos um vídeo nos ativos, porque o sistema favorece campanhas com esse formato e hoje a produção ficou mais acessível dentro do próprio Google Ads. Em canais de topo de funil (etapa mais ampla de descoberta), imagem de uso real tende a funcionar melhor que foto isolada de produto.

Nem toda conta deveria insistir em Performance Max agora

Aqui está o filtro mais importante para donos de negócio: o artigo cita um piso de 30 conversões nos últimos 30 dias para o Performance Max otimizar com mais consistência. Abaixo disso, Standard Shopping com tROAS (meta de retorno sobre gasto) tende a ser um caminho mais previsível.

Esse número importa porque evita um erro comum: usar automação avançada sem densidade de dados suficiente. Quando a conta ainda não acumulou sinal, o algoritmo aprende pouco e amplia ruído.

  1. Separar os produtos mais rentáveis em campanhas de Standard Shopping.
  2. Manter o Performance Max para aquisição de novos clientes e expansão.
  3. Aplicar exclusões de marca e negativas para evitar canibalização (quando uma campanha rouba tráfego que outra captaria melhor).
  4. Revisar títulos, descrições e atributos do feed antes de mexer em lance.
  5. Esperar massa crítica de dados antes de apertar demais a meta de ROAS.
  6. Rodar testes de incrementalidade quando houver verba e histórico suficientes.

O ponto final é simples: Performance Max não perdeu valor, mas deixou de ser a resposta única para e-commerce. Quem tratar automação como estrutura auxiliar, e não como piloto automático, tende a tomar decisões melhores de verba, escala e margem.

Fonte: Search Engine Journal

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.