Microsoft Ads libera colunas personalizadas com todas as métricas de conversão
A Microsoft ampliou as colunas personalizadas do Microsoft Ads para incluir todas as métricas de conversão, segundo atualização publicada pela Search Engine Land em 7 de maio de 2026. Na prática, anunciantes passam a montar indicadores mais próximos da meta real do negócio, combinando dados de conversões totais e conversões primárias (as ações principais definidas como mais importantes na conta) dentro do próprio relatório. Isso parece técnico, mas resolve um problema operacional comum: campanha que aparenta ir bem em números gerais e mal quando o dono do negócio olha só para lead qualificado, venda ou oportunidade real. Para quem anuncia, o ganho não está em “mais coluna”, e sim em menos leitura torta de performance. Quanto mais o relatório espelha a meta comercial, menor a chance de otimizar orçamento com base em vaidade, volume bruto ou ações que até contam como conversão, mas não explicam resultado financeiro.
A mudança foi confirmada pela Search Engine Land com base em informação compartilhada por Navah Hopkins, da Microsoft Advertising. O ponto central é simples: as colunas personalizadas agora conseguem usar toda a base de métricas de conversão disponível na plataforma.
Antes, muita conta ficava presa ao relatório padrão ou a combinações limitadas, o que obrigava time, gestor ou empresário a exportar dados para planilha para enxergar o que realmente importava. Quando esse trabalho sai da plataforma, a análise fica mais lenta e a tomada de decisão costuma atrasar.
| Recurso | Antes | Agora | Impacto prático |
|---|---|---|---|
| Colunas personalizadas | Uso mais limitado de métricas de conversão | Acesso a todas as métricas de conversão | Relatórios mais próximos da meta do negócio |
| Conversões totais | Nem sempre fáceis de combinar em indicador próprio | Podem entrar nas fórmulas personalizadas | Melhor leitura de volume geral |
| Conversões primárias | Visão menos flexível em colunas customizadas | Também entram nas fórmulas | Melhor leitura de meta principal |
| Análise de performance | Mais dependente de exportação externa | Mais resolvida dentro da plataforma | Decisão mais rápida sobre orçamento e lances |
Sim, a mudança é relevante: a plataforma passa a usar 100% das métricas de conversão nas colunas personalizadas
O dado concreto aqui é o próprio escopo da atualização: a Microsoft passou a incluir todas as métricas de conversão nas colunas personalizadas, e não apenas um subconjunto delas. Isso muda a qualidade do relatório porque a conta deixa de depender só do painel padrão para interpretar resultado.
Em contas de geração de leads, por exemplo, é comum existir diferença entre “toda conversão” e “conversão principal”. Um clique em WhatsApp, um formulário iniciado e um formulário enviado podem coexistir, mas nem todo evento tem o mesmo peso comercial; por isso, vale revisar também o conceito de o que é conversão para evitar leitura errada de volume.
Na prática, a novidade aproxima o Microsoft Ads do que gestores já esperam de um ambiente de mídia madura: liberdade para montar indicadores sem depender tanto de planilhas. Quando a conta consegue separar volume, qualidade e prioridade dentro do próprio relatório, o trabalho de otimização fica menos intuitivo e mais gerencial.
O efeito no dia a dia é direto: 2 grupos de conversão passam a orientar decisões com mais precisão
A atualização cita explicitamente dois grupos: all conversions (todas as conversões) e primary conversions (conversões primárias). Esse detalhe importa porque muita empresa anuncia com mais de 1 ação de conversão por campanha, mas só uma delas representa a meta principal de venda ou geração de oportunidade.
Isso ajuda a responder uma dúvida comum de donos de negócio: a campanha está performando ou só acumulando microações? Com colunas personalizadas melhores, fica mais fácil enxergar se o custo por resultado está saudável para o evento principal e não apenas para ações intermediárias.
Esse ponto é especialmente importante para quem já sofre com campanha Google Ads sem resultado, mesmo vendo “conversões” no painel. Muitas vezes o problema não é ausência de dado, mas excesso de dado misturado sem hierarquia clara.
O maior ganho está na leitura de CPL e receita: 1 relatório mais aderente reduz erro de otimização
Quando o relatório não acompanha o objetivo comercial, o risco é otimizar campanha para o indicador errado. Em negócios de ticket alto, bastam 2 ou 3 semanas de decisão baseada em conversão secundária para distorcer alocação de verba, pausar palavra boa e manter campanha fraca viva por tempo demais.
Com mais liberdade nas colunas, a empresa consegue acompanhar combinações mais úteis, como custo por conversão principal, participação das conversões secundárias no volume total ou diferença entre volume geral e meta prioritária. Isso melhora a conversa entre marketing e comercial, porque a análise deixa de parecer “boa na mídia” e passa a ficar mais próxima do caixa.
Para operações que já usam automação e aprendizado de máquina (sistemas que ajustam lances com base em padrões de dados), o valor também cresce. Se a leitura do relatório fica mais limpa, a revisão de sinais para otimização tende a melhorar; isso conversa diretamente com estratégias de usar IA para otimizar Google Ads e de reduzir CPL com IA, desde que a base de conversão esteja bem configurada.
O que fazer agora: 4 passos bastam para transformar a novidade em decisão melhor
A atualização por si só não corrige uma conta mal configurada. O ganho aparece quando as conversões estão organizadas e quando a empresa sabe diferenciar ação de apoio, lead e resultado final.
- Revisar todas as ações de conversão da conta e separar o que é primário do que é secundário.
- Criar pelo menos 3 colunas personalizadas: uma para volume total, uma para conversão principal e uma para relação entre custo e meta principal.
- Comparar campanhas que pareciam boas no relatório padrão com a nova leitura personalizada por pelo menos 14 dias.
- Reavaliar orçamento e lances só depois dessa comparação, para evitar mexer em campanha com base em sinal incompleto.
Esse processo é simples, mas costuma revelar desperdício. Em várias contas, a diferença entre “muitas conversões” e “conversões que importam” é justamente o que separa crescimento de estagnação.
A mensagem para donos de negócio é objetiva: menos vaidade, mais métrica que conversa com venda
A Microsoft não lançou um novo formato de anúncio nem uma automação revolucionária; lançou uma melhoria de leitura. Mesmo assim, esse tipo de mudança costuma gerar impacto operacional maior do que parece, porque relatório ruim gera decisão ruim em cadeia.
O dado concreto mais importante continua sendo este: desde 7 de maio de 2026, todas as métricas de conversão podem entrar nas colunas personalizadas do Microsoft Ads. Para quem anuncia, isso significa uma chance real de alinhar mídia, meta e cobrança de resultado sem depender tanto de interpretação manual fora da plataforma.
Se a conta trabalha com mais de uma etapa de conversão, essa atualização merece teste rápido. Quanto antes o relatório refletir o que a empresa realmente chama de resultado, menor a chance de investir com base em número bonito e retorno fraco.
Fonte: Search Engine Land
CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago
CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.