Google testa controle de marca nas campanhas AI Max: separar tráfego branded fica mais fácil
O Google Ads está testando novos controles de marca dentro das campanhas AI Max — o pacote de recursos automatizados que expande o alcance dos anúncios de busca usando inteligência artificial. Na prática, o anunciante poderá decidir se quer ou não que o sistema dispute buscas que contêm o nome da própria empresa (“tráfego branded”). Hoje, essa separação é confusa: campanhas automatizadas misturam quem digita “plano de saúde” com quem digita o nome exato da marca, inflando resultados e mascarando o real desempenho da prospecção. O controle em teste promete isolar esses dois mundos, dando ao gestor a chance de medir quanto custa de fato atrair um cliente novo — e não apenas recapturar quem já conhece a empresa. Para quem investe em mídia paga, é uma mudança que vai direto ao bolso.
O recurso foi flagrado por gestores de tráfego na interface do Google Ads e ainda não tem lançamento oficial. AI Max é o conjunto de automações que o Google empurra para campanhas de busca: ele amplia palavras-chave, reescreve anúncios e encontra novas consultas sozinho.
O problema é que essa expansão automática costuma engolir o tráfego de marca. Quando alguém busca o nome da sua empresa, a conversão é quase garantida — e barata. Misturar esse volume com a prospecção fria distorce todo o cálculo de retorno.
O que são tráfego branded e non-branded
Tráfego “branded” é toda busca que inclui o nome da sua marca; “non-branded” é a busca genérica por um produto ou serviço. A diferença de custo entre os dois é brutal: dados de mercado mostram que cliques em termos de marca custam de 3 a 5 vezes menos que termos genéricos, porque há menos concorrência e a intenção já está formada.
Quando uma campanha automatizada não separa os dois, o custo por lead (CPL) médio parece ótimo — mas é uma média enganosa. O barato da marca esconde o caro da prospecção.
Entender o que é conversão e de onde ela realmente vem é o primeiro passo para não tomar decisão errada com base em número inflado.
Por que isso importa para o seu orçamento
Sem o controle de marca, você pode estar pagando o Google para vender o que já era seu. Quem busca o nome da empresa provavelmente já ia comprar — o anúncio só rouba o crédito de uma venda orgânica.
Veja o impacto na prática de separar os dois tipos de tráfego:
| Cenário | CPL aparente | CPL real (non-branded) | Risco |
|---|---|---|---|
| Tráfego misturado | R$ 45 | Desconhecido | Decisão cega |
| Tráfego separado | R$ 45 (branded) | R$ 90 (non-branded) | Visibilidade total |
| Só prospecção | — | R$ 90 | Otimização possível |
Com os números separados, fica claro que o custo de captar cliente novo é o dobro da média — informação que muda completamente onde você coloca o dinheiro. Esse é exatamente o tipo de análise que aparece em campanha Google Ads sem resultado: o que parecia barato estava só camuflando o desperdício.
Como se preparar enquanto o recurso não chega
Você não precisa esperar o Google liberar o controle para começar a separar o tráfego. Há ações que dão visibilidade hoje mesmo.
- Crie uma campanha exclusiva de marca — isole as buscas pelo nome da empresa em uma campanha separada, com orçamento próprio.
- Use listas de palavras-chave negativas — adicione o nome da marca como negativa nas campanhas de prospecção para impedir o cruzamento.
- Analise os relatórios de termos de busca — identifique quais consultas trazem o nome da empresa e quanto representam do total.
- Compare o CPL dos dois grupos — só assim você sabe o custo verdadeiro de crescer.
- Reaproveite o orçamento — corte do que já converte sozinho e invista em quem ainda não conhece você.
Para estruturas mais complexas, como as do setor de saúde, vale revisar a estrutura de campanha plano de saúde, que já trata da separação de intenções de busca em diferentes níveis de funil.
O que vigiar nas próximas semanas
Como o recurso ainda está em teste, ele pode mudar de formato ou desaparecer. Mas a direção é clara: o Google está respondendo a uma reclamação antiga de quem investe em automação e perde controle granular.
Fique de olho se o controle vai permitir exclusão total do tráfego de marca ou apenas ajuste de prioridade. A diferença define quanto poder o anunciante realmente recupera.
Fonte: Search Engine Land
CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago
CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.