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Google leva Demand Gen do YouTube ao próximo nível com Gemini e alcance no Maps

· Givanildo Albuquerque

O Google anunciou uma expansão significativa do Demand Gen, formato de campanha do Google Ads que combina YouTube, Discover e Gmail para captar intenção de consumo em estágios iniciais do funil. As novidades incluem integração com Gemini para criação de criativos, alcance estendido ao Google Maps e novas ferramentas de parceria com criadores de conteúdo. A mudança transforma o Demand Gen no principal canal do Google para anunciantes que querem gerar demanda — não apenas capturar buscas existentes — usando o YouTube como ponto de partida. Para donos de negócio que dependem de Google Ads, isso significa que campanhas de awareness e consideração agora têm IA generativa embutida, dispensando equipes de criação para gerar variações de vídeo e imagem. O alcance no Maps abre uma nova superfície de descoberta especialmente relevante para negócios locais. As atualizações chegam num momento em que o YouTube ultrapassou o Netflix em horas de visualização no streaming nos EUA.

O Demand Gen foi lançado em 2023 como substituto do Discovery Ads e ganhou tração entre anunciantes que buscavam alternativas ao Performance Max para campanhas de topo de funil. A diferença central está no objetivo: enquanto o PMax otimiza para conversão imediata, o Demand Gen mira intenção emergente — quem ainda não buscou pela sua marca mas está consumindo conteúdo relacionado.

A novidade muda o jogo porque consolida três frentes que antes exigiam campanhas separadas: vídeo no YouTube, imagens no Discover/Gmail e agora presença no Maps. Para quem anuncia, isso simplifica a operação e amplia a superfície de impressões sem precisar dominar múltiplas estruturas de campanha.

O que mudou no Demand Gen

As atualizações cobrem três frentes principais: criação assistida por IA, expansão de alcance e ferramentas para colaboração com criadores. Cada uma resolve uma dor concreta dos anunciantes.

NovidadeO que fazPara quem importa
Gemini para criativosGera variações de vídeo e imagem automaticamenteAnunciantes sem equipe de produção
Alcance no Google MapsAnúncios aparecem em buscas geolocalizadasNegócios locais e franquias
Creator PartnershipsConecta marcas a criadores do YouTubeMarcas que querem escalar UGC
Lookalike segmentsAudiências similares baseadas em sinais primáriosE-commerce e serviços B2C

O Gemini integrado ao Google Ads já estava disponível para Performance Max, mas a chegada ao Demand Gen é estrategicamente diferente. Aqui, a IA não otimiza apenas para conversão final — ela cria variações pensadas para captar atenção em feeds de vídeo curto, onde o tempo médio de decisão é de menos de 3 segundos.

Por que o YouTube virou prioridade do Google Ads

O YouTube respondeu por mais horas de streaming nos EUA do que qualquer outro serviço em 2025, segundo dados da Nielsen citados pelo Google. Para quem anuncia, isso significa que o inventário de impressões cresceu enquanto o CPM (custo por mil impressões) ainda é mais baixo que TV linear premium.

A aposta do Google é que campanhas de Demand Gen substituam progressivamente o gasto em TV tradicional. O argumento é mensurabilidade: enquanto TV oferece alcance bruto, Demand Gen entrega segmentação por intenção e atribuição cruzada com Search.

Se você opera uma campanha Google Ads sem resultado, vale revisar se está concentrando 100% do orçamento em Search. Sem topo de funil, a curva de leads qualificados estagna porque você só captura quem já decidiu comprar.

Como Gemini muda a criação de anúncios

A integração com Gemini permite gerar até 50 variações de criativo a partir de um único asset original. Em testes internos do Google, anunciantes que ativaram a geração assistida viram aumento médio de 14% em conversões.

Na prática, o fluxo funciona assim:

  1. Você sobe 1 vídeo principal de 30 segundos
  2. O Gemini gera variações de 6s, 15s e thumbnails alternativas
  3. O sistema testa combinações automaticamente
  4. Você recebe relatório com qual variação performou melhor
  5. A IA reaplica padrões vencedores em novos criativos

O ponto crítico é que o anunciante perde controle granular sobre cada variação. Para marcas com guidelines rígidas de identidade visual, isso pode ser problemático — recomenda-se travar elementos não-negociáveis nas configurações antes de ativar a geração automática.

Quem quer entender o framework completo de usar IA para otimizar Google Ads sem perder governança da conta encontra um guia detalhado no blog.

Alcance no Google Maps: o que muda para negócios locais

A expansão para o Google Maps coloca anúncios do Demand Gen em buscas geolocalizadas e na exploração do mapa. Para clínicas, restaurantes, lojas físicas e franquias, é uma nova superfície de descoberta antes restrita a Local Services Ads e Google Business Profile.

O formato no Maps prioriza imagens estáticas com call-to-action de “como chegar” ou “ligar agora”. O CPC tende a ser mais alto que feed do YouTube, mas a intenção também é maior — quem está olhando o mapa geralmente já decidiu visitar algum local.

Negócios que dependem de tráfego físico devem testar com orçamento isolado. Misturar Maps com YouTube na mesma campanha pode distorcer métricas porque os comportamentos de conversão são radicalmente diferentes.

Como se preparar para as novidades

As funcionalidades chegam de forma escalonada nos próximos meses. Para aproveitar desde o lançamento, alguns passos preparatórios fazem diferença:

  1. Audite seus assets de vídeo — Demand Gen exige no mínimo 1 vídeo horizontal (16:9) e 1 vertical (9:16). Se você só tem material quadrado, é hora de produzir variações.
  2. Configure conversões de qualidade — Sem evento de conversão bem definido, o Gemini otimiza para o sinal errado. Revise sua definição de conversão antes de ativar.
  3. Separe orçamento por objetivo — Não misture Demand Gen com Search na mesma campanha. Use estruturas paralelas para medir contribuição incremental.
  4. Ative audiências de primeira parte — Lookalikes funcionam melhor quando alimentados com listas de clientes reais, não apenas pixel de remarketing.
  5. Teste criadores antes de escalar — Creator Partnerships exige curadoria. Comece com 2-3 perfis nichados antes de buscar grandes nomes.

O erro mais comum em Demand Gen é tratar como se fosse Performance Max. São objetivos diferentes: PMax fecha vendas, Demand Gen cria demanda. Quem mede só por ROAS imediato vai abandonar a campanha antes de ver retorno real, que costuma aparecer entre 30 e 60 dias após o início.

O impacto competitivo no mercado brasileiro

No Brasil, o YouTube tem penetração de 95% entre usuários de internet com idade entre 18 e 44 anos, segundo dados do Google. Isso significa que praticamente toda a audiência relevante para campanhas de consumo está alcançável via Demand Gen.

O desafio é que o mercado ainda está subutilizando o formato. Pesquisas internas de agências apontam que menos de 20% dos anunciantes brasileiros com investimento mensal acima de R$ 50 mil em Google Ads usam Demand Gen ativamente. A maior parte ainda concentra esforço em Search e PMax.

Isso cria uma janela competitiva: marcas que adotarem cedo terão CPMs mais baixos antes que a demanda aumente e o leilão fique mais caro. A previsão é que até 2027 o Demand Gen represente entre 25% e 35% do gasto total em Google Ads, conforme estimativas do próprio Google.

Fonte: Fuel your next wave of growth on YouTube with Demand Gen

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.