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Google leva AI Max para Shopping e turismo e amplia automação no Search

· Givanildo Albuquerque

O Google anunciou em 30 de abril de 2026 a expansão do AI Max para campanhas de Shopping e formatos de viagem, com beta fechado global em todos os idiomas e upgrade de ativação em 1 clique. Na prática, a plataforma passa a usar com mais agressividade sinais do Merchant Center, páginas do site e intenção de busca para montar anúncios mais adequados a pesquisas conversacionais (buscas feitas em linguagem mais natural), além de consolidar parte da operação de turismo dentro de campanhas de Search. Para quem anuncia, a mudança importa porque aumenta a cobertura de buscas de cauda longa (termos mais específicos e menos frequentes), mas também eleva a dependência de feed, landing page e mensuração. O ganho potencial é escala; o risco é abrir tráfego demais sem controle real de consulta, página de destino e qualidade da conversão.

O movimento acontece poucas semanas antes do Google Marketing Live, marcado para 20 de maio de 2026, o que reforça um padrão: o Google está acelerando a migração de campanhas manuais para camadas cada vez mais automatizadas. O discurso oficial é simples: ficou difícil casar manualmente cada busca com o anúncio certo.

Isso ajuda a explicar por que o AI Max virou prioridade. No blog oficial, o Google afirma que o produto já é o formato de Search com IA (inteligência artificial) de crescimento mais rápido, com base em dados internos do período de 1º de julho a 30 de setembro de 2025.

MudançaO que passa a acontecerImpacto prático
AI Max no ShoppingO Google usa feed do Merchant Center e páginas do site para responder buscas mais conversacionaisMais alcance em termos longos, mas maior dependência da qualidade do catálogo
Final URL ExpansionA plataforma escolhe a página final mais relevante para cada buscaPode melhorar aderência, mas exige site bem organizado
Seleção automática de formatoO sistema decide entre anúncio de texto ou ShoppingMenos controle manual sobre a entrega
Travel dentro de SearchFormatos e feeds de viagem migram para Search Campaigns for TravelOperação e relatório ficam mais centralizados

No Shopping, a resposta curta é: o Google quer capturar mais buscas sem exigir mais palavras-chave, usando 3 camadas de automação.

No AI Max para Shopping, o Google destacou 3 componentes centrais: personalização de texto, Final URL Expansion (expansão automática da URL final) e seleção automática do melhor formato do anúncio. A lógica é usar o feed do Merchant Center como base para montar anúncios mais adaptados a buscas detalhadas, inclusive aquelas que o anunciante nunca cadastrou como palavra-chave.

Isso pode funcionar bem para e-commerce com catálogo limpo, atributo correto e página de produto consistente. Para operação bagunçada, o efeito tende a ser o oposto: mais impressões em buscas pouco qualificadas, CPC (custo por clique) desperdiçado e queda na taxa de conversão. Quem já sofre com campanha Google Ads sem resultado não deve ligar automação extra antes de revisar estrutura, páginas e metas.

O ponto mais importante aqui não é “usar IA”, mas entender o que alimenta essa IA. Se o feed está incompleto, se o preço diverge da página ou se o título do produto é genérico, a automação só acelera erro. Em contas mais maduras, a melhor leitura é usar o AI Max como camada de expansão, não como desculpa para abandonar segmentação e análise.

A mudança para Search Campaigns for Travel centraliza feeds e formatos de viagem em um único tipo de campanha, mantendo relatórios unificados e recursos avançados que antes ficavam espalhados. O dado concreto aqui é operacional: em vez de múltiplas estruturas paralelas, o anunciante passa a trabalhar com 1 visão consolidada de desempenho para esses formatos.

Para o mercado de turismo, isso reduz atrito de gestão e pode melhorar leitura de performance por consulta, ativo e intenção. O problema é que centralização não significa clareza automática. Se a conta já mistura objetivos diferentes, como reserva, lead e visita ao site, a campanha unificada pode esconder gargalos em vez de resolvê-los.

O impacto tende a ser maior para anunciantes com inventário forte e atualização frequente de preços, disponibilidade e destino. Em ambientes de alta variação, automação sem dado confiável costuma gerar tráfego bonito no relatório e fraco no caixa. A regra continua a mesma: conversão bem medida vem antes de escala, e vale revisar o básico em o que é conversão antes de ampliar cobertura.

Para quem anuncia, a resposta prática é: testar faz sentido, mas só depois de arrumar 4 fundamentos.

O Google já havia informado, no lançamento do AI Max para Search em 6 de maio de 2025, ganho médio de 14% em conversões ou valor de conversão, com picos de até 27% em campanhas mais presas a correspondência exata e de frase, mantendo CPA (custo por aquisição) ou ROAS (retorno sobre investimento em mídia) parecidos. Esse número ajuda a entender por que a empresa está levando a tecnologia para mais formatos.

Só que esse ganho não deve ser lido como promessa universal. Em contas com tracking fraco, negativa mal feita e landing page genérica, a automação costuma ampliar o que já estava ruim. O melhor uso do AI Max é como teste controlado, com hipótese clara e comparação contra uma base estável. Quem quiser avançar nessa linha pode revisar como usar IA para otimizar Google Ads sem perder governança e também estudar formas de reduzir CPL com IA.

  1. Revisar conversões principais e secundárias para evitar otimização em cima de microevento irrelevante.
  2. Auditar feed do Merchant Center, com foco em título, preço, disponibilidade e categoria.
  3. Conferir landing pages que podem receber tráfego via Final URL Expansion, inclusive páginas esquecidas no site.
  4. Separar uma campanha ou grupo de teste com orçamento definido e janela mínima de leitura de 2 a 4 semanas.
  5. Monitorar consultas, páginas de destino e qualidade do lead antes de ampliar investimento.

A leitura final é objetiva: o AI Max amplia alcance e reduz trabalho manual, mas cobra mais qualidade de dado. Para pequenos e médios anunciantes, isso muda a prioridade da operação: menos obsessão por subir novas palavras-chave e mais disciplina com estrutura, mensuração e página de destino.

Fonte: Search Engine Journal e Google Ads Blog

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.