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Google leva AI Max ao Shopping e muda a disputa por buscas mais abertas

· Givanildo Albuquerque

O Google anunciou o AI Max para campanhas de Shopping, uma atualização de 1 clique que usa o catálogo do Merchant Center (central de catálogo do Google) para adaptar anúncios a buscas mais abertas, feitas em linguagem natural, e não apenas a pesquisas por produto exato. Na prática, a novidade adiciona 3 frentes de automação: criação de texto do anúncio, Final URL Expansion (expansão automática de URL final para levar o usuário à página mais relevante) e escolha automática entre formato de texto ou Shopping, conforme a intenção da busca. Para lojistas e empresas que dependem de Google Ads para vender, isso muda o ponto de entrada da disputa: a campanha deixa de atuar só quando o consumidor já sabe o que quer e passa a tentar capturar a fase de descoberta, quando a pessoa ainda está comparando opções, benefícios e contextos de uso.

O movimento acompanha uma mudança clara no comportamento de busca. Em vez de digitar apenas o nome do produto, o usuário formula perguntas mais longas, compara atributos e descreve necessidades, o que pressiona campanhas tradicionais de Shopping que dependem muito do termo exato e do título do item.

Segundo o Google, o AI Max for Shopping aproveita informações do feed (arquivo de catálogo enviado ao Google) como material, durabilidade e ajuste do produto para entender melhor o contexto da oferta. Isso indica que a qualidade do cadastro passa a influenciar não só a elegibilidade do anúncio, mas também a forma como a campanha interpreta intenção e escolhe mensagem, página e formato.

RecursoO que fazImpacto prático para quem anuncia
Text customizationGera textos mais alinhados à intenção da buscaPode ampliar cobertura em buscas conversacionais
Final URL ExpansionLeva o clique para a página mais aderentePode reduzir atrito entre busca e landing page
Optimal Format SelectionEscolhe entre anúncio de texto ou ShoppingPode aumentar relevância sem criar outra campanha
Upgrade em 1 cliqueAtiva o pacote sem reconstruir a campanhaReduz esforço operacional de teste

O que muda no Shopping: a campanha passa a disputar a descoberta, não só a demanda pronta

Sim: a principal mudança é estratégica, e ela vem apoiada em 3 recursos automáticos dentro da mesma proposta. Antes, muitas campanhas de Shopping eram fortes quando o usuário já buscava um item bem definido; agora, o Google quer que o anunciante apareça também quando a busca ainda está em fase de exploração.

Isso importa porque a parte mais cara da operação costuma estar justamente na transição entre curiosidade e intenção. Se a campanha entra antes, pode ganhar volume; se entra cedo demais sem controle, pode comprar clique pouco qualificado. Por isso, a promessa de expansão de alcance é útil, mas exige leitura mais rigorosa de conversão (ação que gera valor para o negócio), margem e qualidade do tráfego. Para revisar essa base, vale retomar o que é conversão e também os sinais de uma campanha Google Ads sem resultado.

Os 3 recursos novos ampliam alcance, mas também aumentam dependência da qualidade do feed

Sim: o AI Max for Shopping sobe o nível de automação em 3 pontos ao mesmo tempo, e isso tende a premiar anunciantes com catálogo mais organizado. Se o sistema vai usar atributos como maciez, material e ajuste para casar produto com intenção, então descrição ruim, título genérico e página fraca passam a custar ainda mais.

Na prática, a automação não corrige uma oferta mal apresentada; ela distribui essa deficiência em mais consultas. O efeito pode ser positivo para quem já tem estrutura de catálogo, páginas e mensuração bem resolvidas, mas pode virar desperdício para contas que ainda dependem de títulos improvisados e landing pages (páginas de destino) pouco específicas. Esse ponto conversa diretamente com o uso de IA na operação: automatizar antes de arrumar a base costuma só escalar ineficiência. Para esse ajuste fino, faz sentido revisar como usar IA para otimizar Google Ads e quando reduzir CPL com IA realmente traz ganho.

O controle não some, mas fica mais valioso entender quando limitar a expansão

Sim: o Google informou que o upgrade é feito em 1 clique, mantém os controles atuais de segmentação de produto e preserva a flexibilidade de lance. Além disso, o anunciante pode desligar o Final URL Expansion para restringir a entrega aos anúncios de Shopping, o que é um detalhe importante para negócios com páginas muito desiguais.

Esse ponto merece atenção porque o problema raramente é “usar IA” ou “não usar IA”. O problema é ativar expansão sem ter páginas coerentes, mensuração confiável e oferta clara por categoria. Em contas com catálogo grande, o caminho mais responsável é testar por etapas e comparar o efeito em métricas objetivas.

  1. Escolher uma campanha com bom histórico e volume suficiente.
  2. Conferir se feed, títulos e páginas estão consistentes para pelo menos os principais produtos.
  3. Ativar o upgrade e acompanhar separadamente volume, taxa de conversão e custo por aquisição.
  4. Observar se houve ganho real de busca incremental ou só redistribuição de tráfego já existente.
  5. Desligar a expansão de URL se as páginas de destino começarem a perder aderência.

Performance Max continua sendo a opção multicanal, e isso evita confusão de papel

Sim: o próprio Google deixou claro que o Performance Max (campanha automatizada multicanal) continua sendo a escolha para performance entre canais. No texto oficial, 2 capacidades já estavam ativas por lá, Final URL Expansion e seleção de formato, enquanto a personalização de texto para Shopping chega como nova adição.

A leitura prática é simples: AI Max for Shopping não substitui toda a arquitetura de mídia, mas aproxima o Shopping de uma lógica mais flexível de intenção. Para donos de negócio, isso pode ser bom quando a operação precisa crescer sem reconstruir tudo do zero; por outro lado, também aumenta a importância de separar o papel de cada campanha para não gerar sobreposição, leitura confusa de resultado e crédito mal distribuído.

O melhor uso dessa novidade tende a aparecer em contas que já dominam fundamento: catálogo limpo, páginas fortes, conversões confiáveis e rotina de teste. Sem isso, a IA até amplia cobertura, mas não resolve falta de proposta de valor, erro de estrutura ou promessa fraca na página.

Fonte: Google Ads Blog

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.