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Google lança novos formatos de anúncio dentro do AI Mode e muda a SERP

· Givanildo Albuquerque

O Google anunciou novos formatos de anúncio dentro do AI Mode, a experiência de busca conversacional movida por IA generativa que já está disponível para milhões de usuários nos Estados Unidos. Os anúncios passam a aparecer integrados nas respostas geradas pela IA, com layout adaptado ao contexto da conversa e não mais como blocos fixos no topo da página. A mudança afeta diretamente campanhas de Search, Performance Max e Shopping, que agora podem ser exibidas dentro de respostas longas geradas pelo Gemini. Para quem anuncia, o jogo muda: a posição não é mais decidida apenas por lance e qualidade, mas também pela relevância contextual da resposta que a IA está construindo. Anunciantes não precisam fazer nada para participar — campanhas existentes já são elegíveis automaticamente.

O AI Mode é a versão expandida do AI Overviews, lançada pelo Google em 2025 para usuários logados nos EUA. Em vez de devolver dez links azuis, o sistema gera uma resposta completa em linguagem natural, com citações de fontes e sugestões de follow-up.

Até agora, o AI Mode rodava sem anúncios nativos. Os anúncios apareciam apenas acima ou abaixo da resposta, no formato tradicional. A novidade é que eles passam a ser injetados dentro do fluxo conversacional.

O que muda na prática para quem anuncia

A principal mudança é estrutural: anúncios agora competem por contexto, não apenas por palavra-chave. O Google confirmou que campanhas de Search, Shopping e Performance Max participam automaticamente do leilão dentro do AI Mode, sem necessidade de configuração extra.

Isso significa que o mesmo orçamento pode gerar impressões em formatos completamente diferentes — desde o anúncio de texto clássico até cards de produto dentro de uma resposta longa. Para campanhas com baixa performance, vale revisar a estrutura da campanha no Google Ads antes que o tráfego do AI Mode comece a diluir os dados.

Um ponto crítico: o relatório de termos de busca pode ficar menos útil. Como a IA reformula a pergunta do usuário antes de acionar o leilão, o termo que aparece no relatório pode não ser o que a pessoa digitou.

Formatos novos e onde aparecem

O Google detalhou três tipos de unidade publicitária no AI Mode:

FormatoOnde apareceTipo de campanha
Sponsored snippetsDentro da resposta geradaSearch
Product cardsEm consultas com intenção comercialShopping / PMax
Follow-up adsNas sugestões de próximas perguntasSearch / PMax

Os sponsored snippets aparecem como cards rotulados como “Sponsored” no meio da resposta da IA. Os product cards seguem o padrão visual do Shopping, mas com texto contextual gerado dinamicamente.

O formato mais interessante é o follow-up ad, que aparece quando o usuário clica em uma sugestão de próxima pergunta. Esse é o ponto de maior intenção de conversão da jornada — equivale a um clique já qualificado.

Impacto no CPC e na previsibilidade

A expectativa do mercado é que o CPC suba no curto prazo, principalmente em nichos competitivos. Quando o inventário muda (mais formatos disponíveis), o leilão se reorganiza e os anunciantes com maior Quality Score tendem a capturar mais impressões.

Mas há um efeito colateral: a previsibilidade cai. Como a IA decide quando e como mostrar o anúncio, o forecasting tradicional do Keyword Planner perde precisão. Anunciantes que dependem de IA para otimizar Google Ads já têm vantagem aqui, porque os algoritmos de bidding automático se adaptam mais rápido à nova superfície.

Para campanhas de plano de saúde, serviços locais e nichos B2B, a recomendação é monitorar o CPL semanalmente nas próximas 4 semanas após o rollout no Brasil.

Como se preparar antes do rollout no Brasil

O Google ainda não confirmou data de lançamento do AI Mode no Brasil, mas o padrão histórico mostra que produtos lançados nos EUA chegam por aqui em 6 a 12 meses. Vale usar esse tempo para:

  1. Revisar o tracking de conversões — se a conversão não está bem configurada, anúncios em formatos novos vão piorar o sinal, não melhorar.
  2. Consolidar campanhas Performance Max — PMax é o formato com maior cobertura no AI Mode.
  3. Reescrever assets de texto — descrições genéricas performam mal em contexto conversacional. Use linguagem específica e direta.
  4. Auditar o relatório de termos de busca — entender hoje quais buscas geram conversão para detectar mudanças quando o AI Mode chegar.
  5. Testar landing pages com intenção transacional clara — a IA prioriza páginas que respondem objetivamente à pergunta do usuário.

Quem já entende o que é conversão de forma estruturada vai sofrer menos com a transição. Quem ainda conta clique como sucesso vai ver o CPL real explodir quando o tráfego começar a chegar pelo AI Mode.

O que observar nos próximos meses

Dois indicadores merecem atenção: a taxa de impressões em formatos novos (visível no Google Ads quando o rollout chegar) e a variação do CTR por campanha. Se o CTR cair sem motivo aparente, pode ser sinal de que o anúncio está aparecendo em contexto errado dentro da resposta da IA.

O Google prometeu transparência sobre quais anúncios apareceram no AI Mode versus no Search tradicional. Esse breakdown será essencial para decidir orçamento e formato.

Fonte: Search Engine Journal

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.