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Google encerra DSA e lança AI Max como substituto definitivo para campanhas automáticas

· Givanildo Albuquerque
Google encerra DSA e lança AI Max como substituto definitivo para campanhas automáticas

Dynamic Search Ads (DSA) — o tipo de campanha do Google Ads que gera anúncios automaticamente baseado no conteúdo do seu site — está sendo substituído pelo AI Max, que sai do beta oficial em 2026. A mudança afeta diretamente quem ainda opera campanhas DSA: a migração será necessária em breve, mas o movimento traz ganhos concretos. O AI Max combina o rastreamento automático de páginas do DSA com novas capacidades de segmentação por intenção de busca e geração de títulos dinâmicos por IA generativa. Para anunciantes de médio porte sem equipe dedicada a escrever dezenas de variações de anúncios, isso pode reduzir trabalho operacional significativamente. O ponto central é que controles mais avançados chegam junto — uma resposta direta às críticas de “caixa preta” que campanhas automatizadas recebem. Quem entender o que mudou sai na frente.

O que é o AI Max e como ele substitui o DSA

O DSA existia para resolver um problema real: anunciantes com sites grandes não conseguiam criar anúncios para cada variação de busca possível. O Google rastreava o site automaticamente e montava os títulos dos anúncios em tempo real.

O AI Max mantém essa lógica, mas expande as capacidades em três frentes simultâneas: segmentação por intenção, geração de criativos e controles do anunciante. A comparação direta mostra a dimensão da mudança:

RecursoDSA (antigo)AI Max (novo)
Rastreamento de páginas do siteSimSim
Segmentação por intenção de buscaLimitadaExpandida com IA
Geração de títulosBásicaIA generativa
Controles granulares do anunciantePoucosMais detalhados
DisponibilidadeDescontinuandoDisponível geral

A expansão da segmentação por intenção é o ponto mais relevante para quem anuncia serviços de nicho. O sistema passa a entender o contexto da busca — não só as palavras exatas — para decidir quando o anúncio é relevante.

O que muda na prática para quem anuncia

Para quem já usa DSA, a migração é a tarefa imediata. O Google define prazos de descontinuação gradual, então não é urgência de dias — mas também não é algo para adiar indefinidamente.

Para quem usa apenas campanhas de pesquisa tradicionais, o AI Max abre uma oportunidade de capturar buscas que palavras-chave manuais não cobrem. Isso é especialmente útil em categorias com muita variação de linguagem: saúde, serviços locais, produtos técnicos.

Se sua campanha Google Ads não está gerando resultado, pode ser que palavras-chave manuais estejam deixando demanda descoberta na mesa. O AI Max resolve exatamente esse gap.

Como testar o AI Max sem perder o controle

O principal receio com campanhas automatizadas é perder visibilidade sobre onde o dinheiro está indo. O AI Max promete controles mais granulares — na prática, isso inclui:

  1. Exclusão de URLs específicas — você define quais páginas do site podem alimentar os anúncios
  2. Exclusão de termos de busca — mesma lógica das palavras-chave negativas do DSA
  3. Controle parcial de títulos — é possível fixar partes do título gerado pela IA
  4. Relatórios de categorias de busca — visibilidade sobre quais intenções estão ativando os anúncios
  5. Ajuste de segmentação por localização e público — mais precisão do que o DSA oferecia

O caminho recomendado é rodar o AI Max em paralelo com campanhas existentes por 2 a 4 semanas antes de migrar o orçamento principal. Assim é possível comparar CPA (custo por aquisição) e volume de conversões com base em dados reais, não em projeções do Google.

Para maximizar o aprendizado, conecte o AI Max a uma estratégia de lances baseada em conversões — o sistema usa esses dados para otimizar em tempo real. Se você ainda não usa automação de lances, este é um bom ponto de entrada. Entender como usar IA para otimizar Google Ads é o passo anterior necessário antes de ativar o AI Max.

O sinal mais amplo: Google consolida IA em toda a plataforma

A saída do AI Max do beta faz parte de um movimento estrutural. O Google vem migrando anunciantes de formatos manuais para formatos com IA em toda a plataforma — dos lances automáticos às campanhas Performance Max, passando agora pelo DSA.

A lógica é clara: mais IA na plataforma identifica mais oportunidades de veiculação, o que gera mais receita para o Google e potencialmente mais volume para o anunciante. A contrapartida é a dependência crescente de sistemas que o anunciante não controla completamente.

Por isso os controles avançados que o AI Max promete são importantes — eles são a justificativa para abrir mão da configuração manual sem ceder o controle por completo. Para negócios que dependem de Google Ads como canal primário de aquisição, a recomendação é clara: entenda o AI Max agora, antes de ser migrado compulsoriamente depois.

Fonte: Google Ads Blog

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.