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Google testa anúncios em vídeo na busca local e mexe na disputa pelo clique mais quente

· Givanildo Albuquerque
Google testa anúncios em vídeo na busca local e mexe na disputa pelo clique mais quente

O Google está testando anúncios em vídeo dentro dos resultados locais de busca, o espaço que normalmente concentra as empresas mais próximas e mais clicadas em pesquisas com intenção alta, como “perto de mim” ou buscas por serviço na cidade. Na prática, isso coloca um formato mais chamativo dentro de uma área em que a decisão costuma ser rápida e onde cada detalhe visual pesa, porque o usuário já está comparando opção, distância, avaliação e conveniência ao mesmo tempo. Para quem anuncia, a mudança importa por três motivos: pode aumentar a atenção sobre poucos anunciantes, pode elevar a diferença entre um criativo bom e um criativo fraco e pode apertar ainda mais a disputa no chamado local pack (bloco de resultados locais do Google), que geralmente mostra 3 negócios em destaque antes do clique seguir para outras opções.

O teste foi reportado pela Search Engine Land e indica que o Google está levando vídeo para um ponto do funil (etapa entre descoberta e compra) em que a intenção já é muito mais forte do que em campanhas de alcance. Não é um vídeo para entreter; é um vídeo para ganhar o clique quando a pessoa já está pronta para comparar e agir.

Isso também não surge do nada. Em junho de 2025, o próprio Google já havia testado anúncios em vídeo nas abas de Search, Image e Shopping nos Estados Unidos e no Canadá, sinal de que a empresa vem ampliando o uso de ativos visuais (peças criativas como imagem e vídeo) dentro da experiência de busca.

Impacto provávelO que muda na prática
Mais atenção no anúncioVídeo tende a se destacar mais do que texto e imagem estática
Menos tolerância a criativo fracoUm vídeo ruim pode derrubar confiança mais rápido
Pressão maior no local packEm um espaço que costuma destacar 3 negócios, qualquer vantagem visual pesa mais
Clique mais qualificadoQuem assiste e clica tende a chegar com expectativa mais clara

O vídeo pode mudar a hierarquia do clique local

Sim. Quando o anúncio entra em um espaço que normalmente dá visibilidade imediata para 3 empresas, qualquer elemento extra altera a disputa pela atenção nos primeiros segundos. Em buscas locais, esse detalhe vale muito porque o usuário compara nota, proximidade, horário e oferta quase ao mesmo tempo.

Na prática, o vídeo pode funcionar como um pré-filtro. Um restaurante pode mostrar ambiente e prato; uma clínica pode mostrar estrutura; um serviço local pode mostrar velocidade, equipe ou prova visual do que entrega. Isso ajuda o usuário a decidir mais rápido, mas também pune quem ainda anuncia com mensagem genérica ou promessa que não aparece no criativo.

Para negócios que já sofrem com campanha Google Ads sem resultado, o recado é simples: não basta aparecer. Se o formato ficar mais visual, a diferença entre estar no leilão e realmente capturar demanda tende a aumentar.

O ganho não é só em clique; é em pré-qualificação

Também sim, mas com uma condição: o vídeo precisa responder uma dúvida real em poucos segundos. Como o local pack já atende uma busca de alta intenção, o melhor uso do formato não é contar história longa, e sim reduzir incerteza rápido.

Aqui entra um ponto importante para custo. Se o vídeo mostrar preço, processo, prova social ou diferencial concreto logo nos primeiros 5 a 10 segundos, a tendência é atrair menos curiosos e mais gente pronta para contato. Isso pode melhorar taxa de conversão (percentual de visitantes que viram lead ou venda), mesmo que o clique fique mais caro.

Esse movimento conversa com a lógica de o que é conversão e com a necessidade de usar IA para otimizar Google Ads. Se o Google começar a premiar ativos mais ricos dentro da busca local, quem mede só clique e não mede lead qualificado vai otimizar a conta olhando o indicador errado.

O maior risco é produzir vídeo bonito e mensagem fraca

Esse é o ponto central. Um formato mais chamativo não corrige oferta ruim, página ruim ou segmentação ruim. Ele só acelera o resultado, para melhor ou para pior.

O anúncio local já disputa atenção com nota, endereço, telefone, rotas e concorrentes próximos. Se o vídeo não deixar claro em 1 proposta, 1 prova e 1 chamada de ação o que faz o negócio valer o clique, a peça vira enfeite. Em muitos mercados, isso pode elevar visualização sem elevar venda.

Por isso, o teste deve ser tratado como operação de resposta direta, não como peça institucional. Em vez de pensar em “filme da marca”, faz mais sentido pensar em microprova comercial: antes e depois, equipe atendendo, estoque local, prazo, especialidade, facilidade de contato ou condição objetiva.

Como testar sem desperdiçar verba

O caminho mais seguro é começar pequeno e comparar 2 a 3 variações de mensagem, não 10 ideias ao mesmo tempo. Em mídia local, clareza costuma vencer sofisticação.

  1. Escolher 1 campanha local com intenção já validada.
  2. Criar 2 ou 3 vídeos curtos com propostas diferentes: prova, oferta e conveniência.
  3. Medir 3 sinais juntos por 14 dias: CTR (taxa de clique), leads e custo por lead.
  4. Conferir se a landing page (página de destino) mantém a promessa do vídeo.
  5. Pausar rápido o criativo que chama atenção, mas não gera contato qualificado.

Se a operação já busca eficiência, vale ligar esse teste a processos de reduzir CPL com IA. O motivo é simples: quanto mais formatos o Google coloca no leilão, mais importante fica separar vaidade visual de resultado comercial.

No fim, a leitura prática é esta: o Google está empurrando a busca local para uma experiência mais visual e mais competitiva. Quem vende em nível local pode ganhar mais destaque, mas só se o vídeo encurtar a decisão do cliente em vez de apenas ocupar espaço na tela.

Fonte: Search Engine Land

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.