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Google Display Ads migra para Demand Gen: o que muda para quem anuncia em 2026

· Givanildo Albuquerque

O Google anunciou a migração das campanhas de Display Ads para dentro de Demand Gen, unificando a gestão de anúncios visuais em uma única plataforma. A mudança não força anunciantes a abandonar a Google Display Network (GDN): quem quiser continuar veiculando exclusivamente em sites parceiros do Google poderá fazê-lo, agora com gestão simplificada dentro da nova interface. Demand Gen, que antes era usado principalmente para campanhas em YouTube, Discover e Gmail, passa a ser o hub central para tudo que envolve criativos visuais no ecossistema Google Ads. Para quem gerencia múltiplas campanhas, isso significa menos abas, menos relatórios separados e mais consistência na otimização baseada em IA. A migração acontece de forma gradual ao longo de 2026 e marca o terceiro grande movimento de consolidação do Google Ads em 18 meses, depois de Performance Max e da fusão Smart Shopping + Local.

O movimento não surge isolado. Desde 2023, o Google vem reduzindo o número de tipos de campanha disponíveis no painel, empurrando anunciantes para formatos automatizados e orientados por IA generativa. Display puro era um dos últimos resquícios de campanha 100% controlada manualmente — agora ganha a camada de automação do Demand Gen.

Na prática, quem só fazia remarketing em GDN vai continuar fazendo. Quem já testava Demand Gen vai ganhar acesso a mais inventário sem precisar duplicar configuração.

O que muda na rotina de gestão das campanhas

A principal mudança é operacional: em vez de criar campanhas Display separadas, tudo passa pela criação de uma Demand Gen com a opção “apenas Display Network” habilitada. Segundo o Google, isso reduz em até 40% o tempo de setup inicial de uma campanha visual quando comparado ao fluxo anterior.

Os principais ajustes que anunciantes vão notar:

RecursoAntes (Display Ads)Depois (dentro de Demand Gen)
Inventário padrãoApenas GDNYouTube + Discover + Gmail + GDN
Restrição a GDNPadrãoOpcional (toggle)
CriativosImagem + responsivoImagem + vídeo curto + carrossel
LancesManual + Smart BiddingSmart Bidding (foco em conversão)
PúblicosSegmentos + remarketingLookalike + segmentos + remarketing

A mudança mais relevante é que Demand Gen exige conversões configuradas corretamente para funcionar bem. Quem ainda não tem o que é conversão bem definida no painel vai sofrer com performance baixa nos primeiros 30 dias.

Impacto direto em remarketing e campanhas de baixo funil

Para campanhas de remarketing, que historicamente dominavam o uso da GDN, a transição é praticamente transparente. As listas de remarketing existentes continuam funcionando dentro de Demand Gen, e o algoritmo agora consegue distribuir o mesmo público em mais formatos sem que o anunciante precise recriar audiências.

O ganho de eficiência aparece principalmente em três cenários:

  1. Remarketing dinâmico de e-commerce — agora roda em vídeo curto no YouTube Shorts além dos banners tradicionais
  2. Campanhas locais de captura de lead — ganham inventário no Discover, que tem CPC médio 30% menor que GDN puro
  3. Awareness para serviços — combinação de imagem + vídeo curto aumenta recall de marca em 18% segundo dados internos do Google

Quem já estruturou bem suas campanhas seguindo princípios de estrutura de campanha plano de saúde vai ter vantagem na transição, porque a base de configuração (públicos, conversões, criativos) já está pronta para ser reaproveitada.

Como se preparar para a migração antes que ela seja obrigatória

O Google ainda não anunciou data final para descontinuar Display Ads como tipo de campanha separado, mas o histórico mostra que esses prazos costumam ser entre 12 e 18 meses depois do anúncio inicial. Vale começar a testar agora.

Passos práticos para a transição:

  1. Auditar campanhas Display atuais — listar CPA, ROAS e públicos ativos
  2. Criar uma Demand Gen paralela com mesmo público e orçamento de teste (20-30% do principal)
  3. Comparar performance por 30 dias antes de migrar 100% do budget
  4. Adicionar criativos em vídeo curto (até 15s) para aproveitar inventário extra
  5. Revisar conversões — Demand Gen pune campanhas com sinal fraco de conversão
  6. Documentar lookalikes que funcionam bem antes da migração

Quem está com campanha Google Ads sem resultado deve aproveitar a transição como oportunidade de reestruturação, não apenas como mudança técnica. Migrar uma campanha quebrada para Demand Gen não vai consertar o problema — vai apenas mudar onde ele aparece.

O que isso sinaliza sobre o futuro do Google Ads

A consolidação de Display em Demand Gen confirma uma tendência clara: o Google está reduzindo drasticamente o número de tipos de campanha disponíveis. Em 2022 eram 9 tipos principais; em 2026, depois desta mudança, serão 6.

O padrão é sempre o mesmo: tipos manuais viram tipos automatizados com IA, e o anunciante perde controle granular em troca de simplicidade e inventário ampliado. Para quem usa IA para otimizar Google Ads, isso é positivo — mais sinais entram no mesmo algoritmo. Para quem ainda otimiza no manual, é hora de adaptar o processo.

A recomendação é clara: testar Demand Gen agora, mesmo que Display ainda funcione. Esperar a migração forçada significa fazer a transição sob pressão, sem dados de baseline para comparar performance.

Fonte: Google Ads Blog

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.