Google Demand Gen ganha criativos em vídeo curto e segmentação por lookalike ampliada
O Google anunciou a edição de março do Demand Gen Drop, pacote trimestral de atualizações para campanhas de geração de demanda. As novidades incluem suporte a vídeos curtos verticais otimizados para YouTube Shorts, relatórios detalhados de desempenho criativo por formato e expansão dos públicos semelhantes (lookalike) com novos sinais de intenção. Para quem anuncia planos de saúde, infoprodutos ou serviços locais, a atualização muda a forma de testar criativos e escalar audiências sem aumentar o custo por lead.
O Demand Gen é o formato do Google Ads voltado para impactar usuários no topo e meio do funil — aparece no YouTube (feed, Shorts, in-stream), no Discover e no Gmail. Diferente das campanhas de pesquisa, o objetivo não é capturar quem já está buscando, mas criar interesse antes da busca acontecer.
A cada trimestre, o Google lança um “Drop” com melhorias incrementais. O de março traz três frentes que afetam diretamente quem opera campanhas com orçamento limitado.
Vídeos curtos verticais ganham otimização nativa
O Demand Gen agora permite enviar criativos em vídeo vertical (9:16) com até 60 segundos, otimizados especificamente para YouTube Shorts. Antes, o sistema adaptava vídeos horizontais — o resultado era corte automático que prejudicava a mensagem.
O impacto prático: anunciantes que testaram vídeos nativos verticais em beta reportaram até 20% mais engajamento comparado a adaptações automáticas, segundo dados preliminares do Google.
| Formato | Onde aparece | Duração ideal | Proporção |
|---|---|---|---|
| Vertical (9:16) | YouTube Shorts | 15-30s | 9:16 |
| Horizontal (16:9) | YouTube in-stream, feed | 15-60s | 16:9 |
| Quadrado (1:1) | Discover, Gmail | 15-30s | 1:1 |
| Imagem estática | Discover, Gmail, YouTube feed | — | 1.91:1 ou 1:1 |
Para quem já trabalha com campanhas de Google Ads para planos de saúde, vale testar um criativo vertical mostrando depoimento rápido ou comparativo visual de coberturas. O Shorts tem audiência massiva no Brasil e o CPM (custo por mil impressões) ainda é mais baixo que o in-stream.
Relatório de criativo por formato e canal
Até agora, o Demand Gen mostrava métricas agregadas — era difícil saber se o vídeo performava melhor no Shorts ou no feed, se a imagem convertia mais no Discover ou no Gmail.
O novo relatório separa o desempenho por:
- Canal de exibição — YouTube Shorts, YouTube feed, YouTube in-stream, Discover, Gmail
- Tipo de criativo — vídeo vertical, vídeo horizontal, imagem estática
- Combinação asset — qual título + descrição + criativo gerou mais conversões
Isso permite cortar criativos que só gastam e dobrar nos que convertem. Quem já aplica IA para otimizar Google Ads pode cruzar esses dados com ferramentas de análise preditiva para acelerar os testes A/B.
Públicos semelhantes com sinais de intenção
Os lookalike audiences (públicos semelhantes) do Demand Gen agora incorporam sinais de pesquisa e navegação recente do usuário, não apenas dados demográficos e de interesse.
Na prática, o algoritmo cruza:
- Quem se parece com seus compradores (comportamento no YouTube/Discover)
- Quem buscou termos relacionados ao seu produto nos últimos 7-14 dias
- Quem visitou sites de concorrentes ou categorias próximas
Para negócios com ticket médio alto — como planos de saúde empresariais — isso reduz o desperdício. Em vez de mostrar o anúncio para qualquer pessoa com perfil similar, o sistema prioriza quem já demonstrou intenção real.
O que fazer agora: checklist de implementação
- Criar pelo menos 1 vídeo vertical nativo (9:16, 15-30 segundos) — não adaptar horizontal
- Ativar o novo relatório de criativo e revisar após 7 dias de dados
- Cortar criativos com CTR abaixo de 0,5% em qualquer canal individual
- Testar lookalike audience com base em compradores dos últimos 90 dias
- Comparar CPL (custo por lead) do Demand Gen com campanhas de pesquisa — se o Demand Gen estiver acima de 2x, ajustar criativos antes de escalar
Quem ainda não usa Demand Gen e depende só de pesquisa pode estar pagando mais caro por lead do que o necessário. O formato já mostrou resultados para quem precisa reduzir CPL com apoio de IA, especialmente em mercados saturados como saúde e educação.
Fonte: Google Ads Blog
CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago
CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.