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Google cria regra anti-spam contra sites que travam o botão voltar do navegador

· Givanildo Albuquerque
Google cria regra anti-spam contra sites que travam o botão voltar do navegador

O Google adicionou uma nova regra às suas políticas de spam: sites que sequestram o botão voltar do navegador agora podem ser punidos com remoção dos resultados de busca. A prática, conhecida como “back button hijacking”, manipula o histórico do navegador para impedir que o visitante retorne à página de resultados do Google ao clicar em voltar. Em vez de voltar à SERP (página de resultados de busca), o usuário fica preso na mesma página ou é redirecionado para outro destino dentro do mesmo site. A atualização na documentação oficial do Google deixa claro que essa tática agora é tratada como spam, sujeita a ações manuais que podem derrubar o tráfego orgânico de um domínio inteiro. Para quem anuncia ou depende de SEO, a mensagem é direta: qualquer truque que prejudique a experiência do usuário virou alvo.

A prática não é nova. Desenvolvedores usam técnicas como chamadas repetidas de history.pushState ou redirecionamentos em cadeia para inserir entradas falsas no histórico do navegador. O efeito prático é que o visitante precisa clicar várias vezes no botão voltar — ou desistir e ficar no site. Até agora, o Google não tinha uma política específica para esse comportamento.

O que muda na prática para quem tem site

A inclusão nas políticas de spam significa que o Google pode aplicar ações manuais contra sites que usam a técnica. Uma ação manual é uma penalidade aplicada por um revisor humano do Google, diferente das quedas algorítmicas. Segundo dados históricos, sites que recebem ações manuais perdem em média 60-95% do tráfego orgânico.

SituaçãoAntes da regraDepois da regra
Site usa back button hijackingSem política específica — risco baixo de puniçãoClassificado como spam — sujeito a ação manual
Detecção pelo GoogleDependia de reports manuaisPolítica documentada permite enforcement sistemático
Recuperação após puniçãoN/ARequer remoção do código + pedido de reconsideração
Impacto no domínioNenhum diretoPode afetar todo o domínio, não só páginas específicas

Isso afeta principalmente sites de conteúdo que monetizam com display ads e querem maximizar pageviews. Mas também atinge landing pages de campanhas pagas que usam truques de retenção.

Por que donos de negócio devem prestar atenção

Se o site da empresa usa qualquer plugin, script ou template que manipula o comportamento do botão voltar, é hora de auditar. Muitos temas WordPress e builders de landing page incluem scripts de retenção que podem se enquadrar nessa nova regra sem que o dono do site saiba.

Quem investe em consultoria SEO precisa garantir que a equipe técnica esteja ciente dessa mudança. O risco não é só perder posições orgânicas — é perder o domínio inteiro dos resultados.

Como verificar se o seu site está vulnerável

  1. Abra o site em uma aba do Chrome
  2. Navegue para 2-3 páginas internas
  3. Clique no botão voltar do navegador
  4. Se o comportamento for diferente do esperado (não volta, redireciona para outra página, ou exige múltiplos cliques), há um problema
  5. Abra o DevTools (F12) → Console e busque por chamadas a history.pushState ou history.replaceState que não correspondam a navegação real
  6. Verifique scripts de terceiros: pop-ups de saída (exit-intent) agressivos podem incluir manipulação de histórico
  7. No Google Search Console, monitore a seção “Ações manuais” para alertas relacionados a spam

Impacto para quem roda campanhas pagas

Landing pages de campanhas Google Ads que usam truques de retenção ficam em risco duplo. Além da possível penalidade orgânica no domínio, o Google Ads já tem políticas próprias contra práticas enganosas que podem resultar em suspensão da conta de anúncios.

A lógica é simples: se o domínio recebe uma ação manual por spam, a reputação dele cai para o Google como um todo. Isso pode afetar o Quality Score (índice de qualidade) dos anúncios e aumentar o custo por clique.

O que fazer agora

A recomendação é preventiva. Auditar o site, remover qualquer script que manipule o histórico do navegador de forma artificial, e garantir que a experiência de navegação seja limpa. Sites que dependem de tráfego orgânico ou pago não podem se dar ao luxo de cair em uma política de spam que tem enforcement ativo.

Fonte: Search Engine Journal

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.