Estudo com 68,9 milhões de visitas mostra o que aumenta a visibilidade em buscas com IA
Um estudo com 858.457 sites e 68,9 milhões de visitas de crawlers (robôs que acessam páginas para entender e recuperar conteúdo) mostra que visibilidade em busca com IA não depende de “truque”, e sim de sinais bem básicos de presença digital confiável. Em fevereiro de 2026, 59% dos sites analisados receberam ao menos uma visita desses sistemas, e os sites rastreados tiveram média de 527,7 sessões humanas contra 164,9 dos não rastreados, além de 4,17 envios de formulário contra 1,57. O ponto mais importante para quem vende pela internet é este: as plataformas de IA parecem priorizar páginas com dados estruturados, conteúdo útil em volume, integração com perfis locais e informações consistentes sobre o negócio. Isso não prova causa e efeito por si só, mas indica uma direção prática para empresas que querem aparecer nas respostas prontas dadas por assistentes, mecanismos conversacionais e recursos de busca baseados em modelos generativos.
A leitura mais útil desse levantamento é simples: a IA está deixando de ser um experimento lateral e virando uma nova camada de distribuição de tráfego. O avanço não aparece só no rastreamento, mas também nos cliques vindos dessas plataformas.
No recorte anual citado pela reportagem, os acessos de referência de LLMs (grandes modelos de linguagem, sistemas que geram respostas em texto) subiram 72,7%, saindo de 93.484 para 161.469. ChatGPT cresceu 66,7%, Claude multiplicou por 23 e o Copilot saiu praticamente do zero para 9.560 referências.
| Sinal analisado | Resultado observado | Leitura prática |
|---|---|---|
| Sites com ao menos 1 visita de crawler de IA | 59% dos 858.457 sites | IA já rastreia uma fatia grande da web |
| Tráfego humano médio | 527,7 vs 164,9 | Sites rastreados já concentram mais demanda real |
| Formulários enviados | 4,17 vs 1,57 | Visibilidade tende a acompanhar intenção comercial |
| Sincronização com Google Business Profile | 92,8% de taxa de crawl | Dados locais consistentes ajudam a IA a confiar no site |
| Schema local (marcação estruturada para negócio local) | 72,3% vs 55,2% | Estrutura legível por máquina facilita entendimento |
| 50+ posts no blog | 1.373,7 visitas de crawler vs 41,6 sem blog | Profundidade de conteúdo aumenta revisitas |
Sim, a busca com IA já virou canal de descoberta real
Sim: 68,9 milhões de visitas em um único mês e 59% dos sites com ao menos um rastreio mostram que a busca com IA já opera em escala. Para dono de negócio, isso muda a lógica do SEO (otimização para mecanismos de busca): não basta pensar só em posição no Google, porque parte da descoberta agora acontece dentro da resposta pronta.
Outro dado forte é a concentração do mercado. A OpenAI respondeu por 55,8 milhões de visitas, ou 81% de toda a atividade medida; a Anthropic ficou com 11,5 milhões, ou 16,6%; Perplexity teve 1,3 milhão, e o Google apareceu com 380 mil. Na prática, isso indica que aparecer bem em ambientes de resposta conversacional hoje depende mais de clareza e estrutura do site do que de aposta em um canal isolado.
Isso também reforça a importância de construir autoridade temática. Quem trabalha esse lado pode aprofundar a estratégia em entity SEO, porque a IA tende a confiar mais em marcas e entidades bem identificadas do que em páginas soltas sem contexto.
O que mais aumenta o rastreamento é estrutura, consistência e volume de conteúdo
A resposta curta é: dados locais confiáveis e conteúdo suficiente aumentam muito a chance de o site ser revisitado. O exemplo mais claro é a sincronização com Google Business Profile, que apareceu com taxa de crawl de 92,8%, contra 58,9% nos sites sem essa conexão.
O schema local também pesou. Sites com essa marcação tiveram 72,3% de taxa de rastreamento, contra 55,2% dos que não tinham; quando o preenchimento do schema local chegou a 10 ou 11 campos, a taxa subiu para 82%, contra 55,2% nos sites sem esses dados. Em outras palavras: nome, telefone, endereço, horário e perfis sociais bem organizados ajudam a IA a entender quem é a empresa e se aquela informação parece confiável.
O segundo bloco é profundidade de conteúdo. Sites com 50 ou mais posts tiveram média de 1.373,7 visitas de crawler, contra 41,6 nos sites sem blog, uma diferença de cerca de 33 vezes. Isso não quer dizer publicar qualquer texto; quer dizer cobrir dúvidas reais do cliente com consistência, algo alinhado ao que já funciona em consultoria SEO quando o foco sai de volume vazio e vai para intenção de busca.
Para quem anuncia, o recado é parar de separar SEO, conteúdo e conversão
O dado mais relevante para quem depende de lead (contato comercial qualificado) é que os sites rastreados também tiveram mais ações de negócio. A média de formulários foi 4,17 contra 1,57, e a média de clique para ligar ficou em 8,62 contra 3,46.
Isso sugere que a IA não está “salvando” site fraco. Ela parece revisitar mais quem já transmite utilidade, clareza e demanda real. Por isso, otimizar para IA não deve ser tratado como projeto paralelo: é extensão de um site que já explica bem o serviço, tem páginas úteis e mede o que é conversão com critério.
A cautela necessária é não confundir correlação com causa. O estudo não prova que liberar crawler sozinho gera vendas, mas mostra um padrão forte: negócios mais organizados digitalmente têm mais chance de serem lidos, citados e revisitados por sistemas de IA.
O que fazer agora para testar na prática
O caminho mais seguro é ajustar a base antes de procurar atalhos. Os dados apontam cinco movimentos objetivos.
- Revisar dados locais do site e garantir consistência entre página, rodapé e Google Business Profile.
- Implementar ou corrigir schema local com campos completos, incluindo telefone, endereço, horários e perfis sociais.
- Criar páginas específicas para serviços, regiões e dúvidas recorrentes, em vez de concentrar tudo em uma página genérica.
- Montar um calendário de conteúdo com foco em perguntas reais de compra, comparação e decisão.
- Medir se o tráfego orgânico e os leads crescem junto, porque rastreamento sem resultado comercial não resolve o problema.
Para empresas locais e operações de geração de demanda, a conclusão é direta: a visibilidade em IA parece premiar o site que já é fácil de entender, fácil de verificar e rico em informação útil. Quem organizar essa base primeiro tende a chegar melhor posicionado quando as respostas prontas disputarem ainda mais espaço com a busca tradicional.
Fonte: Search Engine Journal
CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago
CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.