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Google amplia AI Max com Shopping, Travel e mais controle sobre a IA nos anúncios

· Givanildo Albuquerque

O Google anunciou em 30 de abril de 2026 uma nova rodada de expansão do AI Max, pacote de automação para campanhas de busca no Google Ads, exatamente 1 ano após o lançamento. A principal mudança é prática: o recurso deixa de ficar restrito à Search e passa a alcançar Shopping e formatos de Travel, ao mesmo tempo em que adiciona ferramentas para dar direção mais clara à IA sobre mensagem, público e correspondência de buscas. Também entra em cena o AI Brief, um painel para orientar a IA com instruções em linguagem natural, e a expansão de URL final (recurso que escolhe automaticamente a página de destino mais adequada) passa a aceitar avisos obrigatórios em setores regulados. Para quem anuncia, isso reduz parte do trabalho manual, mas aumenta a necessidade de definir regras melhores para não trocar alcance extra por tráfego pouco qualificado.

Na prática, o Google está respondendo a uma mudança que já vinha aparecendo no comportamento de busca: consultas mais longas, conversacionais e menos previsíveis. Isso dificulta operar campanhas só com segmentação manual, listas fechadas de palavras-chave e páginas escolhidas uma a uma.

O discurso do produto é simples: deixar a IA capturar oportunidades que campanhas tradicionais perdem. O ponto mais importante para o anunciante não é a promessa de “mais alcance”, e sim quanto controle real ainda existe para proteger margem, mensagem e qualidade do lead.

MudançaO que fazImpacto para quem anuncia
AI Max para ShoppingUsa o feed do Merchant Center (central de catálogo do Google) para responder a buscas mais conversacionaisPode ampliar cobertura de pesquisas de cauda longa (buscas mais específicas e extensas)
Search Campaigns for TravelReúne feeds e formatos de viagem em uma interfaceReduz operação fragmentada e facilita leitura de desempenho
AI BriefPermite orientar a IA com 3 tipos de instruçãoDá mais controle sobre mensagem, público e buscas desejadas
Text disclaimersMantém avisos obrigatórios mesmo com expansão de URL finalAjuda setores regulados a usar automação sem perder conformidade

Shopping e Travel: sim, a expansão aumenta cobertura, mas exige filtro melhor

A resposta curta é: sim, a chegada do AI Max a 2 novas frentes amplia inventário e pode abrir espaço para capturar buscas que o setup tradicional não pegava. O dado concreto aqui é que a novidade foi anunciada para Shopping e para Travel no mesmo pacote de atualização de 30 de abril de 2026.

No Shopping, o Google diz que o sistema usa dados do Merchant Center para transformar catálogo em anúncios mais dinâmicos, capazes de responder a buscas conversacionais. Para e-commerce, isso pode significar mais entrada em consultas de meio e fundo de funil sem depender de uma estrutura enorme de segmentação manual.

O risco está no outro lado da equação: mais cobertura não significa automaticamente mais venda. Quem já sofre com campanha Google Ads sem resultado precisa tratar essa expansão como teste controlado, não como upgrade cego.

Em Travel, a promessa é menos fragmentação operacional. Isso importa porque campanhas espalhadas em interfaces e formatos diferentes costumam dificultar orçamento, leitura de custo por aquisição e velocidade de ajuste.

AI Brief: sim, o controle melhora, desde que a instrução seja objetiva

A resposta curta é: o AI Brief melhora o controle porque organiza a direção da IA em 3 blocos claros. O dado concreto é esse: mensagens, correspondência e audiência viram três camadas separadas de orientação.

Na prática, isso resolve um problema comum da automação: a plataforma aprende rápido, mas aprende em cima de sinais que nem sempre refletem a estratégia comercial do negócio. Se a instrução for vaga, a IA pode buscar cliques baratos e não necessariamente intenção de compra.

Para donos de negócio, o ganho está em transformar conhecimento comercial em regra operacional. Em vez de só “deixar rodar”, passa a ser possível dizer o que o anúncio deve evitar, quais buscas priorizar e qual perfil merece uma promessa diferente.

Isso conversa diretamente com a lógica de usar IA para otimizar Google Ads e também com o que é conversão: sem definir qual ação realmente vale dinheiro, a automação tende a otimizar o indicador errado. IA boa com meta ruim continua entregando resultado ruim, só que mais rápido.

Expansão de URL final com avisos obrigatórios: sim, isso destrava automação em setores regulados

A resposta curta é: essa mudança é uma das mais relevantes para mercados regulados porque une 2 coisas que antes geravam atrito. O dado concreto é que os avisos obrigatórios passam a funcionar mesmo quando a expansão de URL final escolhe automaticamente a página de destino.

Antes, muitos anunciantes evitavam esse tipo de automação porque precisavam garantir texto obrigatório no anúncio. Com a nova camada de text disclaimers (avisos obrigatórios), o Google tenta resolver a incompatibilidade entre conformidade e escala.

Isso pode ser especialmente útil em saúde, finanças, seguros e serviços com exigência jurídica de comunicação. O benefício real não é só “anunciar com IA”, mas fazer isso sem abrir brecha para reprovação, promessa inadequada ou inconsistência entre anúncio e landing page.

O que testar agora sem perder orçamento

  1. Separar campanhas em que expansão de cobertura faz sentido e campanhas em que precisão vale mais que volume.
  2. Revisar feed do Merchant Center antes de ativar automação em Shopping, porque IA ruim com catálogo bagunçado amplia erro, não resultado.
  3. Escrever regras objetivas para o AI Brief com frases do tipo “não mencionar preço”, “priorizar intenção X” e “falar com público Y”.
  4. Conferir se landing pages estão prontas para receber tráfego mais variado, principalmente quando a expansão de URL final estiver ativa.
  5. Medir sucesso por conversão qualificada, custo por lead e taxa de venda, não só por clique ou volume.

O ponto estratégico é simples: o Google está oferecendo mais alcance com menos trabalho manual, mas o anunciante continua responsável por dar direção comercial ao sistema. Quem operar isso como automação assistida tende a ganhar eficiência; quem operar como piloto automático tende a comprar mais ruído.

Fonte: Google Ads Blog

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.