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Anúncios de Busca Perdem Ritmo: Social e Vídeo Crescem Mais Rápido

· Givanildo Albuquerque
Anúncios de Busca Perdem Ritmo: Social e Vídeo Crescem Mais Rápido

O crescimento dos anúncios de busca está desacelerando enquanto social e vídeo aceleram em ritmo mais rápido. Dados recentes mostram que plataformas como Meta, TikTok e YouTube crescem 2 a 3 vezes mais rápido do que o Google Search em receita publicitária global. Para quem divide verba entre canais, isso não é apenas uma estatística de mercado — é um sinal claro de que o comportamento do consumidor está mudando e a atenção está migrando para novas superfícies. Donos de negócio que concentram todo o investimento em busca paga podem estar perdendo alcance em fases anteriores do funil, onde o cliente ainda nem sabe que tem um problema para resolver. A pergunta estratégica não é se deve abandonar o Google Search, mas entender onde o comprador começa a jornada de compra — e garantir presença nesse momento inicial.

O relatório citado pelo Search Engine Journal aponta que anúncios de busca cresceram a ritmo menor do que social e vídeo nos últimos trimestres. A tendência não é nova, mas o que chama atenção agora é a aceleração do gap: a diferença entre as taxas de crescimento está aumentando, não estabilizando.

O search continua sendo o canal de conversão mais eficiente para quem já decidiu comprar. O problema é que cada vez mais consumidores — especialmente os mais jovens — começam a descoberta no TikTok, no Instagram ou no YouTube, não no Google.

Por que o search está perdendo ritmo

O Google Search é um canal de demanda capturada (usuário já tem intenção de compra formada). Quando o mercado aquece, mais buscas comerciais acontecem. Quando o consumo desacelera, o volume de buscas transacionais cai junto — o canal é refém do ciclo econômico.

Social e vídeo operam como canais de demanda criada (a plataforma apresenta o produto antes do usuário saber que precisa). Esse modelo tem uma vantagem estrutural: pode crescer independente do ciclo porque cria o desejo que vai alimentar as buscas futuras.

CanalModeloCrescimento estimado 2024Força principal
Google SearchDemanda capturada~8–10%Conversão final
Meta (Facebook/Instagram)Demanda criada~18–22%Descoberta + remarketing
TikTok AdsDemanda criada~30–40%Descoberta em público jovem
YouTube / VídeoMisto~15–20%Consideração + branding

O padrão acima reflete o que analistas de mídia como eMarketer e WARC vêm documentando: crescimento de dois dígitos altos em social/vídeo contra crescimento de um dígito alto em search.

O que muda para quem anuncia

Não é hora de cortar Google Ads. É hora de repensar a atribuição (modelo que distribui crédito de conversão entre canais) e o papel de cada canal dentro do funil de vendas.

Quem anuncia só em search compete apenas na última milha — quando o comprador já pesquisou opções, comparou preços e está prestes a fechar. Nesse estágio, a concorrência é intensa e o custo por clique tende a subir com a demanda concentrada. Para quem quer usar IA para otimizar Google Ads, o momento é estratégico: automações permitem redistribuir orçamento entre campanhas enquanto você testa canais novos sem abandonar o que já converte.

Três perguntas que valem uma reunião de estratégia:

  1. Onde meu cliente começa a jornada de compra — no Google ou nas redes sociais?
  2. Tenho alguma presença antes da intenção de busca se formar?
  3. Meu orçamento de mídia acompanha onde a atenção está indo, ou segue o hábito de anos atrás?

A migração de verba não precisa ser radical. Um modelo de funil completo, onde search e social/vídeo trabalham em conjunto, é o caminho mais seguro para testar sem perder performance atual.

Distribuição inicial para quem quer começar:

  1. Mantenha search para intenção alta — termos transacionais, concorrência direta e branded (nome da marca)
  2. Teste social para descoberta — Meta ou TikTok com criativo de topo de funil, sem CTA (chamada para ação) agressivo
  3. Use vídeo curto para consideração — YouTube Ads de 15–30 segundos para quem interagiu com social mas não converteu
  4. Aplique remarketing cross-canal — usuário viu o Instagram, pesquisou no Google → feche com anúncio de search dinâmico

Se as campanhas de search já não performam como esperado, antes de redistribuir verba vale diagnosticar o problema na origem. Um diagnóstico de campanha Google Ads sem resultado pode revelar se o problema é o canal ou a execução — e evita que verba migre para o canal errado pelo motivo errado.

O risco de ignorar a tendência

Empresas que concentram 100% da verba em search estão apostando que o comportamento do consumidor não vai mudar. Essa aposta ficou mais cara nos últimos dois anos.

O TikTok Search Ads — anúncios que aparecem dentro do campo de busca do próprio TikTok — já registra volume mensurável em categorias como beleza, moda e alimentação. Para segmentos mais tradicionais (saúde, serviços locais, B2B), o search ainda domina, mas o movimento está em curso.

Diversificar canais não é modismo: é hedge (proteção) contra a concentração de risco em uma única plataforma cuja taxa de crescimento está em desaceleração estrutural.

Fonte: Search Engine Journal

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.