AI Max ainda não substitui o DSA para quem depende de controle fino de páginas
O Google confirmou em 7 de maio de 2026 que o AI Max ainda não entrega o mesmo nível de controle de destino de página que muitos anunciantes usavam no DSA (Dynamic Search Ads, formato que cria anúncios com base no site). A discussão ganhou força depois que profissionais de mídia questionaram a falta de regras mais granulares para URLs (endereços de páginas), algo importante para negócios com sites grandes, categorias bem separadas e ofertas que exigem páginas muito específicas. Na prática, o recado é simples: o AI Max avança em automação, mas ainda não é substituto completo para operações que dependem de organização por arquitetura do site, filtros por caminho de URL e regras detalhadas de segmentação. Para quem anuncia, isso muda a forma de testar campanhas, de distribuir orçamento e de proteger a taxa de conversão, porque menos controle sobre a página de destino pode significar tráfego menos qualificado e custo por lead mais instável.
A discussão surgiu porque o DSA permitia estruturar campanhas em cima do próprio site, com regras por categoria, caminhos de URL e outras combinações ligadas à arquitetura das páginas. Esse modelo dava previsibilidade para contas com muitos produtos, serviços ou localidades.
Na resposta pública, o Google disse que o AI Max já suporta alguns controles por URL, mas reconheceu que ainda existem lacunas. Isso importa porque a migração para ferramentas mais automatizadas vem acontecendo antes de o nível de controle antigo ser totalmente replicado.
| Recurso | DSA | AI Max hoje |
|---|---|---|
| Regras por URL | Sim | Sim, com limitações |
| Page feeds (lista de páginas enviada pelo anunciante) com rótulos | Sim | Sim |
| Inclusões por grupo de anúncios | Sim | Sim |
| Exclusões por campanha | Sim | Sim |
| Regra “page contains” (página contém termo) | Sim | Não totalmente suportado |
| Regras antigas migradas | Já existente | Ficam como leitura, sem edição em alguns casos |
O AI Max já tem parte do controle, mas não tudo
Resposta curta: o AI Max já oferece 3 formas confirmadas de controle por URL, mas ainda não reproduz toda a lógica que alguns anunciantes usavam no DSA.
Segundo a explicação pública do Google, a ferramenta hoje aceita regras e combinações de URL, page feeds com rótulos personalizados e inclusões no nível de grupo de anúncios, além de exclusões no nível de campanha. Isso mostra que o problema não é ausência total de controle, e sim profundidade menor em comparação ao modelo anterior.
Para contas mais simples, isso pode ser suficiente. Para contas com muitas páginas, unidades de negócio ou campanhas regionais, a diferença pesa mais porque pequenos desvios de landing page (página de destino) podem derrubar relevância e conversão. Se a operação já sofre com campanha Google Ads sem resultado, esse tipo de perda de alinhamento tende a piorar o cenário.
O ponto fraco está no controle fino de páginas
Resposta curta: a principal lacuna confirmada é a falta de suporte completo a pelo menos 1 tipo de regra muito usada no DSA, a condição “page contains”.
Esse detalhe parece técnico, mas mexe direto no resultado. A regra permitia agrupar páginas com base em trechos do conteúdo ou da URL, o que ajudava a separar intenções de busca parecidas sem misturar destinos diferentes.
Quando isso some ou fica mais limitado, a automação ganha espaço, mas o anunciante perde precisão. Em setores em que cada página atende uma oferta, cidade, especialidade ou perfil de lead, esse ajuste fino não é detalhe operacional; é parte da estratégia de conversão. Vale revisar também o conceito de o que é conversão, porque o problema aqui não é só clique, e sim clique chegando na página certa.
A migração do DSA para o AI Max não é neutra
Resposta curta: a transição preserva algumas regras antigas, mas com limite prático, porque elas podem continuar ativas apenas em modo de leitura.
O Google informou que regras não suportadas podem permanecer funcionando após a migração, porém sem possibilidade de edição. Isso resolve o curto prazo, mas não entrega segurança operacional para quem precisa otimizar campanhas toda semana.
Na prática, isso cria uma zona cinzenta: a campanha roda, mas parte da lógica fica congelada. Para donos de negócio, o risco é acreditar que a conta está moderna e escalável quando, na verdade, uma parte crítica da segmentação ficou presa em uma estrutura temporária.
O Google promete ampliar exclusões, mas o efeito é de médio prazo
Resposta curta: o Google disse que deve levar exclusões por conteúdo e título para o nível da conta ainda em 2026, mas isso ainda não fecha a diferença com o DSA.
Esse movimento pode ajudar bastante, principalmente em contas com muitos URLs sensíveis, páginas sazonais ou itens fora de estoque. A própria cobertura cita que o sistema já usa recursos “inventory-aware” (com leitura de inventário) para excluir automaticamente itens sem estoque.
Ainda assim, promessa futura não resolve decisão de mídia de hoje. Quem está planejando estrutura nova precisa trabalhar com o cenário atual, não com o recurso que pode chegar depois.
Como testar AI Max sem perder eficiência
Resposta curta: o melhor caminho é testar com escopo menor, critérios claros e comparação de qualidade de lead, não só volume.
- Separar um grupo de páginas com intenção parecida e oferta bem definida.
- Montar page feeds com rótulos claros por produto, serviço ou região.
- Comparar o AI Max com a estrutura anterior olhando taxa de conversão, CPL (custo por lead) e qualidade comercial do lead.
- Revisar termos de busca e páginas que receberam tráfego para detectar desvios.
- Manter campanhas mais sensíveis em estruturas com controle maior até a ferramenta amadurecer.
Esse cuidado é ainda mais importante em contas que já usam automação para reduzir custo. Se a meta é usar IA para otimizar Google Ads ou reduzir CPL com IA, o teste precisa ter trava de qualidade, porque automação ruim só acelera desperdício.
No fim, a discussão não é “automação é boa ou ruim”. A discussão real é se o nível de controle disponível hoje é suficiente para o tipo de operação que está na conta. Para negócios com site pequeno, talvez seja. Para operações com muitas páginas, jornadas diferentes e necessidade de casar busca com página exata, o AI Max ainda parece mais uma etapa de evolução do que um substituto completo do DSA.
Fonte: Search Engine Land
CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago
CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.