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LinkedIn libera anúncios de eventos para sites externos e reduz a dependência da própria plataforma

· Givanildo Albuquerque

O LinkedIn começou a expandir os Event Ads para além do próprio ecossistema, permitindo que marcas promovam eventos no feed e levem o cadastro para páginas externas, com liberação prevista até 6 de maio segundo a Search Engine Land. Na prática, isso reduz uma das maiores travas do formato: antes, o anúncio dependia da infraestrutura do próprio LinkedIn; agora, empresas podem usar landing pages (páginas criadas para converter visitantes em cadastro) no próprio site, com mais controle sobre formulário, pixel (código de rastreamento de comportamento) e integração com CRM (sistema de gestão de relacionamento com clientes). Para quem anuncia, a mudança importa porque tira o evento do campo da “ação de branding” isolada e aproxima esse investimento de uma operação real de geração de demanda, com mais capacidade de medir custo por registro, qualificar inscritos e conectar mídia a venda.

Até aqui, os Event Ads do LinkedIn eram mais fortes para quem aceitava concentrar a experiência dentro da própria plataforma. Isso ajudava na fricção baixa, mas limitava personalização, captura de dados e otimização fora do ambiente do LinkedIn.

Com a expansão para eventos externos, o anúncio continua aparecendo no feed, mas o registro pode acontecer no site da marca. Isso muda bastante a lógica de operação para empresas B2B, educação executiva, software, saúde, consultoria e qualquer negócio que dependa de webinar, imersão, feira ou evento proprietário para gerar oportunidade comercial.

O que mudaAntesAgora
Destino do cadastroPágina/evento dentro do LinkedInPágina externa da marca
Controle sobre formulárioLimitado ao ambiente da plataformaTotal, com campos e etapas próprias
MensuraçãoMais centrada no LinkedInPode integrar pixel, CRM e analytics (ferramentas de análise)
Qualificação do leadMenos flexívelPode incluir filtros, perguntas e automações
Uso comercialMais awareness (alcance e lembrança)Mais geração de demanda com rastreio até venda

Sim: a principal mudança é o controle da conversão, e isso pesa porque um evento promovido pode gerar 4,4x mais registros

O ponto central não é só “anunciar um evento externo”. O ganho real está em recuperar o controle da conversão. Quando o cadastro acontece no site da empresa, fica mais simples testar oferta, CTA (chamada para ação), campos do formulário, prova social e páginas diferentes por campanha.

Esse detalhe pesa porque o próprio LinkedIn informa que eventos promovidos com Event Ads geram, em média, 4,4 vezes mais registros do que eventos de empresas sem esse apoio. Se o volume de inscrição pode crescer desse jeito, então o destino desse tráfego deixa de ser detalhe técnico e vira decisão de rentabilidade.

Para donos de negócio, a leitura prática é simples: não basta gerar registro; é preciso gerar registro que possa ser qualificado e trabalhado depois. Se a página final estiver ruim, a mídia compra clique caro para entregar conversão fraca. Se estiver bem montada, o evento vira uma peça de aquisição mais previsível, parecida com qualquer outra campanha focada em resultado. Esse raciocínio conversa bem com o que já vale em campanha Google Ads sem resultado e também com o básico de o que é conversão.

Sim: o formato ganha força no meio do funil, porque o LinkedIn reporta 131% mais CTR e até 40% menos custo por registro

No LinkedIn, evento não é apenas topo de funil. Com essa mudança, ele fica mais útil no meio do funil, onde a empresa precisa transformar interesse em cadastro qualificado. O próprio material comercial da plataforma cita 131% de CTR (taxa de clique) superior em comparação com vídeo regular e menciona até 40% de redução no custo por registro em Event Ads.

Isso não quer dizer que toda campanha vai performar nesse nível. Quer dizer que o formato já tem sinais de eficiência suficientes para merecer teste sério, principalmente em empresas com tíquete mais alto, ciclo comercial consultivo ou venda que depende de confiança.

Na prática, a abertura para páginas externas aproxima o LinkedIn de uma estrutura mais madura de mídia paga. Em vez de depender apenas do engajamento nativo, a empresa pode conectar anúncio, página, automação e equipe comercial. É a diferença entre “fazer um evento” e construir uma etapa mensurável de aquisição.

Sim: a mensuração melhora porque o anunciante passa a ligar mídia, CRM e pós-evento, e o LinkedIn aponta 1,5x mais engajamento futuro

Outra mudança importante está depois do cadastro. O LinkedIn informa que participantes de eventos têm 1,5 vez mais chance de interagir com marketing futuro da empresa. Isso reforça que evento bom não termina no dia da transmissão ou do encontro presencial.

Quando o registro vai para o site da marca, fica mais fácil identificar origem, qualificar interesse e separar inscritos por perfil, tema ou estágio de compra. Isso vale especialmente para negócios que precisam diferenciar curioso de oportunidade real.

Também abre espaço para usar IA (inteligência artificial) na etapa de otimização, cruzando origem do lead, taxa de comparecimento e avanço comercial. Quem já trabalha com performance pode aproveitar melhor essa lógica usando práticas parecidas às de usar IA para otimizar Google Ads e reduzir CPL com IA, mesmo fora do Google.

O que fazer agora: testar pequeno, medir fundo e tratar evento como campanha de aquisição

A melhor resposta para essa novidade não é migrar todo o orçamento de uma vez. É montar um teste com escopo claro, meta objetiva e página preparada para conversão.

  1. Escolher um evento com proposta concreta, não apenas institucional.
  2. Criar uma landing page com mensagem alinhada ao anúncio e formulário curto.
  3. Instalar pixel e configurar UTMs (parâmetros na URL para rastrear origem da campanha).
  4. Integrar os registros ao CRM para medir qualidade, não só volume.
  5. Comparar custo por inscrito, taxa de presença e oportunidade gerada.
  6. Rodar pelo menos duas versões de criativo e CTA.
  7. Reaproveitar o público em remarketing (anúncios para quem já interagiu) no pós-evento.

O erro mais comum será tratar a novidade como mera expansão de inventário. Não é. O valor está em trazer o evento para dentro da lógica de performance: anúncio, página, captura, qualificação e venda. Quem fizer isso primeiro tende a extrair mais do LinkedIn do que simples alcance.

Se a empresa já vende bem por conteúdo, webinar ou demonstração, a mudança merece atenção imediata. Se ainda não existe estrutura mínima de mensuração, vale arrumar essa casa antes de escalar verba.

Fonte: Search Engine Land

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.