SEO

Google cria Search Profiles: perfil próprio na busca para criadores com 100 mil seguidores

· Givanildo Albuquerque

O Google lançou os Search Profiles, perfis verificados para criadores com pelo menos 100 mil seguidores em uma das redes conectadas. O recurso permite que o criador reivindique um perfil próprio que aparece na busca do Google, reunindo seus vídeos, posts e canais de diferentes plataformas em um só lugar. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos, em inglês, e funciona por adesão voluntária (opt-in): o criador precisa solicitar e passar por verificação para ativar. Na prática, é a primeira vez que o Google trata o criador como uma entidade própria dentro da busca, e não apenas como um nome solto espalhado por links. Para quem produz conteúdo e depende de ser encontrado, isso sinaliza uma mudança de peso: deixar de competir só por palavras-chave e passar a construir reputação de pessoa pesquisável.

O anúncio veio do próprio Google e foi detalhado pelo Search Engine Journal. O perfil agrega num único cartão de busca o conteúdo do criador espalhado por diferentes plataformas — vídeos, posts e canais conectados.

A leitura para quem trabalha com marketing é direta: o Google está formalizando o criador como uma entidade reconhecível dentro do índice de busca, algo que antes dependia só de sinais indiretos.

O que são os Search Profiles

Search Profiles são cartões de perfil que aparecem na página de resultados quando alguém pesquisa o nome do criador. Em vez de devolver links soltos, o Google passa a mostrar um bloco consolidado com o conteúdo verificado daquela pessoa.

O requisito de entrada é de 100 mil seguidores em pelo menos uma plataforma conectada. Isso recorta o recurso para um grupo específico — não é para qualquer página, e sim para quem já acumulou audiência relevante.

A verificação é parte central: o criador precisa provar que controla as contas que serão exibidas. Isso reduz o risco de perfis falsos disputarem o mesmo nome na busca.

Quem pode ativar e onde aparece

O recurso é opt-in (adesão voluntária) e, no momento, restrito aos Estados Unidos e ao inglês. Não há data confirmada de expansão para o Brasil, mas o histórico do Google mostra que features de busca costumam chegar a outros mercados depois de meses de teste.

CritérioSituação atual
Seguidores mínimos100 mil em ao menos 1 plataforma
DisponibilidadeEstados Unidos
IdiomaInglês
AtivaçãoOpt-in (o criador solicita)
VerificaçãoObrigatória
CustoGratuito

O ponto prático: mesmo quem ainda não tem acesso já pode trabalhar os sinais que o Google usa para entender quem é a pessoa por trás do conteúdo.

O que isso muda para quem produz conteúdo

A mudança de fundo é o reconhecimento de entidades. O Google deixa de tratar o criador como uma coleção de URLs e passa a tratá-lo como uma entidade única, com identidade própria na busca. Quem entende esse conceito sai na frente — é exatamente a lógica por trás do entity SEO, que prioriza a consistência da identidade sobre a repetição de palavras-chave.

Na prática, isso premia consistência. Mesmo nome, mesma biografia, mesmas contas vinculadas em todos os canais aumentam a chance de o Google conectar os pontos e exibir um perfil consolidado.

Para negócios, o recado é que a audiência construída fora do Google — Instagram, YouTube, TikTok — passa a ter peso direto na busca. Quem trata redes sociais como canal separado do SEO perde essa sinergia. Vale revisar a estratégia de conteúdo nas redes sociais com isso em mente.

Como se preparar antes de o recurso chegar ao Brasil

Não dá para ativar o que ainda não existe por aqui, mas dá para arrumar a casa. Os passos abaixo valem para qualquer criador ou marca que queira ser reconhecida como entidade:

  1. Padronize nome e biografia em todas as plataformas (mesma grafia, mesma descrição curta).
  2. Vincule as contas oficiais entre si (links cruzados entre Instagram, YouTube e site).
  3. Crie ou atualize uma página “Sobre” no seu site com dados estruturados (schema Person).
  4. Centralize o conteúdo num domínio próprio que você controla, e não só em redes alugadas.
  5. Acompanhe se o Google já exibe um painel de conhecimento com seu nome — é o embrião desse reconhecimento.

Limites e o que observar

O corte de 100 mil seguidores deixa de fora a maioria dos pequenos negócios. Para a maior parte dos donos de empresa, o impacto imediato é zero — mas a direção do Google importa, porque sinaliza onde o algoritmo está indo.

Vale também desconfiar do exclusivismo. Recursos opt-in tendem a beneficiar quem já é grande, ampliando a distância para quem está começando. A resposta não é desistir, e sim construir audiência própria de forma sustentável, como na lógica de gerar leads pelo Instagram.

No fim, Search Profiles é mais um sinal de que o Google quer respostas e identidades, não apenas links azuis. Quem investir cedo em reputação de entidade colhe vantagem quando o recurso se espalhar.

Fonte: Search Engine Journal

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.