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Google Analytics passa a integrar dados do Perfil da Empresa: o que muda para negócios locais

· Givanildo Albuquerque

O Google Analytics começou a integrar dados do Perfil da Empresa no Google (Google Business Profile, a ficha gratuita que aparece no Maps e na busca local) dentro do GA4 (a versão atual do Analytics). Na prática, ações que antes ficavam isoladas no painel do perfil — ligações, pedidos de rota, cliques para o site e visualizações da ficha — agora podem ser cruzadas com o comportamento do visitante no site. Para quem tem loja, clínica ou prestação de serviço local, isso fecha uma lacuna antiga: era impossível saber se quem ligou pelo Maps virou cliente ou só pesquisou preço. A mudança une descoberta local e jornada no site em um único relatório. Isso muda a forma de medir retorno do marketing local e, principalmente, de justificar quanto vale a pena investir em presença no Maps. Quem trata o Perfil da Empresa como vitrine passiva perde a chance de transformá-lo em fonte rastreável de clientes.

Até agora, o dono do negócio tinha duas telas separadas. Uma mostrava o que acontecia no Perfil da Empresa (quantas pessoas viram, ligaram ou pediram rota). A outra, no Analytics, mostrava o que essas pessoas faziam depois de entrar no site.

O problema é que ninguém conseguia ligar as duas pontas. A integração resolve isso ao puxar os eventos do perfil para o mesmo ambiente onde já se mede tráfego, conversão e origem de cada visita.

O que exatamente passa a aparecer no GA4

A integração leva para o Analytics os principais eventos que o cliente dispara direto na ficha do Google, sem nunca abrir o site. Antes, esses cliques morriam no painel do Perfil da Empresa e não entravam em nenhum funil.

Ação no PerfilO que significaPor que importa
LigaçõesClique no botão de telefoneMede intenção alta de compra
Pedidos de rotaToque em “Como chegar”Indica visita física provável
Cliques no siteSaída da ficha para o siteInício de jornada rastreável
VisualizaçõesQuantas vezes a ficha apareceuMede alcance da busca local

O ganho concreto: pelo menos 4 tipos de interação que antes eram cegas agora entram no mesmo relatório de comportamento. Entender essa diferença entre clique e resultado é a base de o que é conversão — e sem ela qualquer número vira vaidade.

Por que isso importa para negócios locais

Busca local não é tráfego frio: é gente perto de comprar. Segundo dados do próprio Google, 76% das pessoas que fazem uma busca local pelo celular visitam um estabelecimento em até 24 horas, e 28% dessas buscas terminam em compra.

Quando esses números ficavam presos no painel do perfil, o dono do negócio não conseguia provar que o Maps gerava receita. Com a integração no GA4, fica possível atribuir uma ligação ou um pedido de rota a uma origem específica e acompanhar o que veio depois.

Isso também reforça o trabalho de presença orgânica. Um perfil bem estruturado, com avaliações e categorias corretas, é parte da mesma lógica defendida em consultoria SEO: construir autoridade local mensurável, não apenas aparecer.

Como conectar e começar a medir

O processo é gratuito e não exige código novo, mas precisa de ordem. Faça nesta sequência:

  1. Confirme que você é proprietário verificado do Perfil da Empresa no Google.
  2. Garanta que o GA4 já está instalado e coletando dados no site há pelo menos 30 dias.
  3. Acesse as integrações de produtos dentro do GA4 e vincule a conta do Perfil da Empresa.
  4. Defina como conversão os eventos de maior valor (ligação e pedido de rota, normalmente).
  5. Crie um relatório comparando origem local vs. demais canais por 90 dias.

O prazo de 90 dias não é detalhe: busca local tem sazonalidade, e medir 1 semana leva a decisões erradas.

O risco de ler os números errado

Mais dado não significa melhor decisão. O erro mais comum será tratar toda ligação como venda — quando boa parte é dúvida, reclamação ou engano.

Por isso vale separar volume de qualidade desde o início. Um perfil que gera 100 ligações com 5 vendas tem problema de oferta, não de tráfego.

A recomendação prática: comece medindo apenas 2 eventos como conversão real (ligação e rota) e só depois refine. Excesso de métricas no começo trava a leitura e atrasa a decisão.

Fonte: Search Engine Journal

CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.