Demos do Google I/O revelam o novo problema de visibilidade dos negócios na busca
As demonstrações do Google I/O 2025 deixaram claro um novo problema para quem tem negócio: a busca está virando uma conversa com a IA, e nessa conversa a sua empresa pode simplesmente desaparecer. Recursos como o AI Mode (modo de busca em que a IA responde direto, sem lista de links azuis) e o Search Live (busca por câmera e voz em tempo real) mostram o Google respondendo à pergunta do usuário sem que ele precise clicar em nenhum site. Para o dono de negócio, isso significa que aparecer na primeira posição já não garante visibilidade — o que importa agora é ser a fonte que a IA escolhe citar dentro da resposta. A consequência é direta: o tráfego orgânico tende a cair, e a disputa migra de “ranquear páginas” para “ser a referência reconhecida pela máquina”. Quem entender essa mudança primeiro larga na frente.
Nas demos do evento, o Google empilhou camadas de IA sobre a busca tradicional. O AI Mode agora resolve tarefas complexas em uma única tela, e os AI Overviews (resumos gerados por IA no topo da página) já alcançam mais de 1,5 bilhão de usuários por mês, segundo dados apresentados na conferência.
O ponto cego é o negócio. Em todas as demonstrações, a marca que originou a informação aparece de forma discreta — quando aparece. O usuário recebe a resposta pronta e segue em frente.
O que muda: da página para a resposta
O eixo da visibilidade mudou de lugar. Antes, o jogo era estar entre os 10 links da primeira página; agora, é estar dentro do parágrafo que a IA monta. Estudos de mercado já apontam que páginas com AI Overview podem perder entre 30% e 60% dos cliques que teriam no formato antigo.
Isso não significa que SEO morreu. Significa que ele virou pré-requisito, não garantia. Continuar invisível na IA é como ter a melhor loja numa rua que ninguém passa mais.
| Modelo antigo (busca por links) | Modelo novo (busca por IA) |
|---|---|
| Objetivo: ranquear na 1ª página | Objetivo: ser citado na resposta |
| Métrica: posição e cliques | Métrica: menções e presença na resposta |
| Quem ganha: quem otimiza palavras-chave | Quem ganha: quem é entidade reconhecida |
| Tráfego: previsível por posição | Tráfego: condicionado ao que a IA decide mostrar |
A tabela resume a virada: o trabalho deixa de ser puramente técnico (palavra-chave, meta tag) e passa a ser de reputação estruturada. É aqui que entra o conceito de entity SEO, que ensina como fazer a sua marca ser entendida pela IA como uma entidade confiável, e não apenas como um amontoado de páginas.
Por que isso atinge o dono de negócio direto no caixa
Menos cliques significam menos visitas, e menos visitas significam menos oportunidades de conversão. Para empresas que dependem de busca para gerar contato, o impacto é financeiro, não teórico. Pesquisas mostram que cerca de 60% das buscas no Google já terminam sem nenhum clique para fora — e a tendência com a IA é piorar.
O risco maior é a comoditização. Quando a IA resume a sua oferta junto com a de três concorrentes, o diferencial da sua marca se dilui na resposta média.
A defesa passa por ocupar os espaços que a IA usa como fonte. Conteúdos que conquistam o featured snippet em saúde e em outros nichos têm mais chance de virar a citação escolhida, porque já estão formatados como resposta direta.
Como se preparar para a busca com IA
Não dá para esperar a poeira baixar. A adaptação começa agora, com passos concretos:
- Responda perguntas reais, não palavras-chave. Mapeie as dúvidas que seus clientes digitam e crie blocos de conteúdo que respondam cada uma em 2-3 frases objetivas.
- Estruture o conteúdo para a máquina ler. Use H2 claros, listas, tabelas e dados concretos — formatos que a IA prefere citar.
- Construa autoridade de entidade. Mantenha página “Sobre”, perfis consistentes (Google Business, LinkedIn) e menções externas que confirmem quem você é.
- Cubra o “o que fazer quando X falha”. A IA valoriza conteúdo que resolve o problema completo, não só o passo feliz.
- Monitore sua presença nas respostas. Faça buscas no AI Mode com perguntas do seu nicho e veja se (e como) sua marca aparece.
Quem já trabalha conteúdo com método sai na frente — vale revisar a estratégia com apoio de uma consultoria de SEO preparada para o cenário de busca generativa.
O recado das demos é claro: o Google não vai esperar os negócios se ajustarem. A visibilidade do futuro pertence a quem a IA reconhece como fonte — e essa construção leva tempo, por isso começar agora é o que separa quem vai aparecer de quem vai sumir.
Fonte: Search Engine Journal
CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago
CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.