7 erros de sites feitos com IA que deixam a marca genérica e a conversão mais fraca
Criar site com IA encurta prazo, mas também encurta a distância entre uma página aceitável e outra totalmente esquecível. Em análise publicada em 7 de maio de 2026, a Search Engine Journal reuniu 7 erros recorrentes em sites feitos com apoio de IA e o padrão é claro: quando a ferramenta define design, texto e interação quase sozinha, o resultado costuma parecer profissional no primeiro olhar, mas falha no que mais importa para negócio real, que é explicar a oferta, sustentar a marca e facilitar a conversão. Para quem vende serviço, software, saúde ou qualquer operação dependente de tráfego pago e busca orgânica, o alerta não é “não use IA”; o alerta é não terceirizar critério. O ganho de velocidade só vale a pena quando existe direção humana sobre mensagem, hierarquia, identidade visual e experiência de navegação.
A matéria parte de uma conversa entre Aaron Epstein, da Y Combinator, e Raphael Schaad, fundador da Cron, vendida para a Notion. Eles revisaram sites “vibe coded”, ou seja, páginas montadas com forte apoio de IA e pouca curadoria de design.
O ponto central não é técnico. O problema é estratégico: a IA consegue produzir rápido, mas não sabe sozinha o que diferencia uma marca, o que um cliente precisa entender em 5 segundos e quais elementos realmente ajudam a vender.
| Erro comum | O que acontece na prática | O impacto para o negócio |
|---|---|---|
| Design genérico | Site fica parecido com dezenas de outros | Marca perde lembrança e confiança |
| Efeitos em excesso | Animação chama mais atenção que a oferta | Visitante se distrai e abandona |
| UX confusa (experiência do usuário) | Navegação quebra o padrão esperado | Fricção aumenta e reduz avanço |
| Mensagem fraca | Produto não fica claro acima da dobra (parte visível sem rolar a tela) | Conversão cai |
| Hierarquia ruim | Tudo compete pela mesma atenção | Leitura fica cansativa |
| Branding inconsistente | Cada seção parece feita por uma ferramenta diferente | Empresa parece improvisada |
| Dependência excessiva da IA | Decisões importantes viram default da ferramenta | Site perde intenção comercial |
Design genérico enfraquece a marca, e o artigo cita 5 padrões visuais repetidos
Sim: pedir para a IA “fazer algo moderno” tende a devolver os mesmos 5 atalhos visuais citados pela análise, como gradientes roxos, blocos estilo bento, dashboards falsos, ícones genéricos e padrões já saturados. O problema não é usar esses recursos uma vez, mas repetir exatamente o que milhares de prompts já vêm produzindo.
Para dono de negócio, isso muda a leitura de valor. Se a página parece igual à do concorrente, preço vira o principal critério de comparação.
Esse é um ponto importante para SEO (otimização para mecanismos de busca) também. Marca fraca reduz retenção, compartilhamento e chance de ganhar menções consistentes, algo que conversa diretamente com estratégias de entity SEO e construção de autoridade.
Efeitos chamativos pioram a navegação, e 7 interações foram listadas como desnecessárias
Sim: a matéria aponta 7 tipos de interação que mais atrapalham do que ajudam, como luz seguindo cursor, botões que se mexem, animações sem função e efeitos de hover (efeito ao passar o mouse) que distraem. Em um dos trechos, o scroll hijacking (quando a página sequestra o movimento natural da rolagem) foi interrompido e comentado 4 vezes, justamente por quebrar a navegação esperada.
Quando a página briga com o usuário, a oferta perde. Em tráfego pago, isso pesa ainda mais porque cada clique já custou dinheiro antes mesmo da pessoa entender o que está sendo vendido.
Quem já enfrenta campanha Google Ads sem resultado deveria olhar para esse ponto com atenção. Nem sempre o problema está no anúncio; muitas vezes a perda está na página que recebe o clique.
Mensagem fraca reduz conversão, porque o visitante precisa entender 4 coisas rapidamente
Sim: a crítica mais prática do artigo é sobre páginas bonitas que não explicam produto, público, benefício e motivo para agir. A análise lista falhas recorrentes como proposta de valor vaga, pouca informação útil acima da dobra, exemplos sem contexto e ausência de clareza sobre para quem a solução serve.
Na prática, landing page (página criada para converter visitantes) sem clareza vende menos, mesmo quando o layout parece sofisticado. Se a pessoa precisa “decifrar” a oferta, a conversão tende a cair.
Esse é o momento de revisar o básico: headline, subtítulo, prova, oferta e CTA (chamada para ação). Se houver dúvida sobre o que medir, vale retomar o conceito de o que é conversão antes de mexer em cor, animação ou tipografia.
Hierarquia ruim e branding inconsistente fazem o site parecer improvisado, e isso aparece em 2 frentes
Sim: os erros 5 e 6 do artigo atacam duas frentes que andam juntas, hierarquia de informação e consistência visual. O texto cita excesso de estilos, elementos decorativos sem função, pouca diferença entre título e apoio e páginas em que cores, imagens e blocos parecem ter sido gerados separadamente.
Esse tipo de problema passa uma sensação sutil de desorganização. Em mercados de ticket alto, isso reduz confiança antes mesmo da equipe comercial entrar em cena.
A regra prática é simples: cada bloco precisa cumprir uma função única. Se uma seção não ajuda a explicar, provar, segmentar ou empurrar a decisão, ela provavelmente está ocupando espaço demais.
O erro mais caro é deixar a IA decidir sozinha, e o 7º ponto resume todos os outros
Sim: o sétimo erro é confiar demais na IA e aceitar a maior parte das sugestões sem filtro humano. A conclusão da matéria é objetiva: a ferramenta tira atrito técnico, mas não substitui repertório, julgamento e direção de negócio.
Para transformar IA em vantagem, o melhor caminho é este:
- Definir antes a proposta de valor em uma frase clara.
- Escolher 3 referências visuais da marca, e não pedir apenas “algo moderno”.
- Revisar a primeira dobra com foco em entendimento, não em efeito.
- Cortar animações que não ajudam a explicar produto ou oferta.
- Validar se cada seção responde a uma objeção real do cliente.
- Medir conversão antes e depois das mudanças, não apenas “beleza” do layout.
- Usar IA como rascunho e aceleração, nunca como diretora de criação.
O resumo para quem anuncia, vende e depende de presença digital é direto: IA acelera produção, mas amplifica erro ruim com a mesma velocidade. Se não houver critério, o site fica mais rápido de publicar e mais lento para convencer.
Fonte: Search Engine Journal
CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago
CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.