Vibe Coding

Vibe Coding: O Que É e Como Uso Para Criar Software

· Givanildo Albuquerque
Empreendedor usando vibe coding com Claude Code no terminal — criando software sem programar

Vibe coding. Se você pesquisou o que é e como funciona, a resposta curta: é criar software conversando com inteligência artificial, sem escrever código na mão. Você descreve o que quer, a IA gera o código, você testa e ajusta. Parece mágico. Às vezes é. Às vezes quebra tudo.

Uso essa abordagem todos os dias. Construí sistemas inteiros assim — landing pages, automações, ferramentas internas. Vou te mostrar o que funciona, o que não funciona e por que isso importa pra quem não é programador.

De onde veio o termo vibe coding?

Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla e um dos nomes mais respeitados em inteligência artificial, cunhou o termo em fevereiro de 2025. A ideia dele: você “se entrega às vibes” e deixa a IA fazer o trabalho pesado de programação.

Não é piada. É uma mudança real na forma como software é criado.

Antes, se eu precisava de uma ferramenta interna pra LeadMark, tinha duas opções: contratar um desenvolvedor (R$8-15 mil/mês) ou esperar semanas na fila de prioridades da equipe. Agora, eu descrevo o que preciso em português e tenho um protótipo funcionando em horas.

Exemplo concreto: na LeadMark, geramos mais de 60 mil leads por mês para corretores de planos de saúde. Quando precisei de um painel interno para monitorar a qualidade desses leads, construí a primeira versão com vibe coding em uma tarde. Sem saber React, sem saber Next.js.

Como o vibe coding funciona na prática?

O processo é simples:

  1. Você descreve o que quer — em português, como se estivesse explicando pra alguém
  2. A IA gera o código — arquivos completos, estrutura de pastas, tudo
  3. Você testa — roda o sistema e vê se funciona
  4. Ajusta conversando — “muda a cor desse botão”, “adiciona um filtro por data”, “essa tabela tá lenta”

Não existe uma linguagem especial. Você fala como fala.

A diferença aqui, comparado a simplesmente “pedir pro ChatGPT gerar código”, é o nível de integração. As ferramentas de vibe coding trabalham dentro do seu projeto. Elas leem seus arquivos, entendem o contexto, editam o código existente e rodam comandos direto no terminal.

É como ter um programador júnior incansável que aceita qualquer tarefa sem reclamar. Só que você precisa revisar tudo que ele faz.

Quais ferramentas uso para vibe coding?

3D render das principais ferramentas de vibe coding: Claude Code, Cursor, v0 e Windsurf em fundo roxo profundo

Testei praticamente tudo que existe no mercado. Estas são as que ficaram no meu dia a dia:

Claude Code

Claude Code é minha ferramenta principal. Roda direto no terminal e tem acesso completo ao projeto — lê arquivos, edita código, roda testes, faz commit no Git.

O que me ganhou: ele entende contexto. Eu posso dizer “corrige o bug do formulário de cadastro” e ele vai procurar nos arquivos, encontrar o problema e corrigir. Sem eu apontar o arquivo, sem eu explicar a estrutura.

Na LeadMark, uso Claude Code pra tudo: criar endpoints, configurar banco de dados, montar interfaces. Ele é especialmente bom em projetos que já existem — entende o padrão e segue.

Cursor

Cursor é um editor de código completo com IA embutida. Pensa num VS Code que conversa com você.

O forte do Cursor é o visual. Você vê as mudanças que a IA faz em tempo real, aceita ou rejeita trecho por trecho. Pra quem tá começando com vibe coding, é a porta de entrada mais amigável.

v0 da Vercel

v0 é ideal pra interfaces. Você descreve a tela que quer e ele gera o componente pronto, bonito, responsivo.

Uso quando preciso de uma tela rápida: um dashboard, uma página de login, um formulário de captura. Em 5 minutos tenho algo que antes levaria um designer e um front-end developer um dia inteiro.

Windsurf

Windsurf é outra opção de editor com IA. Menos popular que o Cursor, mas tem um recurso interessante: o “Cascade”, que faz mudanças em múltiplos arquivos ao mesmo tempo, seguindo o fluxo da sua instrução.

FerramentaMelhor paraPreçoCurva de aprendizadoEdita projeto existente
Claude CodeBackend, lógica, projetos existentesUS$20/mêsMédiaSim — acesso total aos arquivos
CursorControle visual, iniciantesUS$20/mêsBaixaSim — editor completo
v0 (Vercel)Interfaces e componentes visuaisGrátis (limitado)BaixaComponentes isolados
WindsurfMudanças em múltiplos arquivosGrátis (plano básico)MédiaSim — Cascade multi-arquivo

Minha stack atual: Claude Code para backend e lógica complexa, v0 para interfaces rápidas, Cursor quando preciso de controle visual sobre as mudanças. Se você está começando do zero, comece pelo Cursor ou v0 — a curva é menor.

Quais são os riscos reais do vibe coding?

Laptop com código e alertas de segurança em vermelho — riscos do vibe coding sem revisão humana

Vou ser honesto: essa abordagem tem armadilhas sérias.

Segurança é o risco número 1. A IA gera código que funciona, mas nem sempre gera código seguro. Já vi ferramentas criarem páginas do sistema abertas para qualquer pessoa acessar, sem login ou proteção. Ou formulários vulneráveis a SQL injection — falha que permite invasão pelo banco de dados.

Se você está construindo algo que lida com dados de clientes — e na LeadMark lidamos com dados de milhares de pessoas — segurança não é opcional. Eu reviso cada linha que a IA gera quando envolve autenticação, pagamentos ou dados pessoais.

Segundo risco: a “bola de neve”. Você pede uma feature, a IA implementa. Pede outra, ela implementa. Na décima feature, o código vira uma bagunça que ninguém entende — nem a IA.

Aprendi isso na pele. Tive que jogar fora um projeto inteiro porque acumulei tanto código gerado sem revisão que ficou impossível dar manutenção.

Terceiro: dependência. Se você não entende nada do código que a IA gerou, o que acontece quando quebra às 2h da manhã e sua operação depende daquilo? Você fica refém.

Minha regra: não preciso saber escrever todo o código, mas preciso saber ler e entender o que foi gerado. Se não entendo uma parte, peço pra IA explicar antes de seguir.

Vibe coding substitui programadores?

Empreendedor animado mostrando aplicativo criado via vibe coding — democratização do desenvolvimento de software

Não. E quem disser que sim está vendendo curso.

O que essa abordagem faz é democratizar a criação de ferramentas simples. Um empreendedor consegue criar um painel, uma automação, uma landing page sem depender de um time de desenvolvimento.

Mas sistemas complexos — com múltiplas integrações, escala real, segurança de verdade — ainda precisam de gente que sabe o que está fazendo. A IA é um acelerador, não um substituto.

Na minha experiência, essa abordagem é ideal para:

  • Protótipos rápidos — validar uma ideia antes de investir pesado
  • Ferramentas internas — painéis, relatórios, automações
  • MVPs — primeira versão de um produto pra testar no mercado
  • Automações pessoais — scripts que resolvem problemas do dia a dia

E não é ideal para:

  • Sistemas financeiros com requisitos de compliance
  • Aplicações que processam dados sensíveis em escala
  • Qualquer coisa onde um bug pode causar prejuízo real sem supervisão humana

Perguntas frequentes

Quanto custa? As principais ferramentas variam de gratuito a US$20/mês. Claude Code e Cursor custam US$20/mês cada. v0 tem versão gratuita limitada. Comparado a contratar um desenvolvedor (R$8–15 mil/mês), é praticamente irrisório.

Preciso saber inglês? Ajuda, porque as ferramentas e a documentação são majoritariamente em inglês. Mas dá para conversar com a IA em português sem problemas — é o que eu faço o tempo todo com Claude Code e Cursor.

Funciona para qualquer software? Para ferramentas simples e de porte médio, sim. Para sistemas críticos — financeiro, compliance, escala real — você ainda vai precisar de alguém com conhecimento técnico revisando o código gerado.

Preciso saber programar? Não para começar. Mas quanto mais você entende de código, melhor fica o resultado. É como dirigir: não precisa ser mecânico, mas ajuda saber o básico do que está acontecendo sob o capô.

Qual é o futuro do vibe coding? Está se tornando o padrão para criação de ferramentas simples e médias. Nos próximos 2-3 anos, quem não usar IA para criar software vai ficar em desvantagem — como quem ainda faz planilhas à mão. O que não muda: a necessidade de alguém que saiba o que quer construir e consiga revisar o resultado.

Qual é o futuro do vibe coding?

Não é modinha. É uma mudança fundamental na forma como software é criado. Assim como a IA já transformou o marketing digital e está mudando o mercado de trabalho, agora está transformando o desenvolvimento de software.

Daqui a 2-3 anos, não usar IA pra criar ferramentas vai ser como não usar planilha pra controlar finanças. Possível, mas desnecessariamente difícil.

Minha recomendação: comece agora. Escolha uma ferramenta (sugiro Cursor ou v0 pra quem nunca programou), tente construir algo simples — um formulário, uma calculadora, uma página ou até um chatbot sem programar. Erre. Aprenda. Itere.

Se você quer aplicar IA no seu negócio — não só em código, mas em marketing, vendas e operação — fale comigo. É isso que faço na LeadMark há 15 anos, e a IA já reduziu nosso custo por lead de forma significativa.

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CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago

CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.

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