Make para Automação de Marketing: Guia 2026
Automação de marketing com Make é o processo de conectar suas ferramentas de marketing — email, WhatsApp, redes sociais, CRM (sistema de gestão de clientes) — em fluxos automáticos que executam tarefas repetitivas sem intervenção manual. Na LeadMark, onde geramos mais de 60 mil leads por mês desde 2024, automação não é luxo. É o que separa quem escala de quem fica preso refazendo as mesmas tarefas todo dia.
O Make (antigo Integromat) virou minha ferramenta principal para isso. Não porque é a mais famosa — o Zapier tem mais marketing. Mas porque o Make resolve cenários que ferramentas lineares simplesmente não conseguem. Fluxos com ramificação, filtros condicionais, loops. Tudo visual, sem escrever código.
Neste guia, mostro como configurar automações reais que economizam horas por dia. Com exemplos práticos que você aplica hoje.
O que é automação de marketing com Make?

Automação de marketing com Make é a criação de fluxos visuais — chamados de “cenários” dentro da plataforma — que conectam duas ou mais ferramentas e executam ações automaticamente quando um gatilho acontece. Por exemplo: um lead (potencial cliente) preenche um formulário no seu site, e o Make automaticamente salva os dados no Google Sheets, envia um email de boas-vindas pelo Mailchimp e cria uma tarefa no Trello para o time comercial entrar em contato. Tudo em segundos, sem ninguém clicar em nada. O conceito-chave é que cada ferramenta vira um “módulo” no editor visual, e você conecta esses módulos como peças de um quebra-cabeça. O Make suporta mais de 1.800 integrações nativas, incluindo Google Ads, Meta Ads, WhatsApp Business, HubSpot, Salesforce e praticamente qualquer API.
A diferença entre fazer marketing com e sem automação é brutal. Sem automação, cada lead que entra exige ação manual: copiar dados, enviar email, atualizar planilha, avisar o vendedor. Com automação, o fluxo inteiro acontece em menos de 3 segundos.
Na prática, isso significa que uma pessoa sozinha consegue operar o que antes exigia uma equipe de 3-4 pessoas só para tarefas operacionais.
Por que escolher o Make para automação de marketing?
Existem dezenas de ferramentas de automação no mercado. O Make se destaca por três motivos que importam no dia a dia de quem faz marketing digital: preço justo por operação, editor visual poderoso e capacidade de lidar com fluxos complexos sem precisar de código. A tabela abaixo compara as principais opções para quem está decidindo onde investir tempo e dinheiro para automatizar operações de marketing.
| Critério | Make | Zapier | n8n |
|---|---|---|---|
| Editor visual | Arrastar e soltar com ramificações | Linear (passo a passo) | Visual, mas exige self-hosting |
| Plano gratuito | 1.000 ops/mês, 2 cenários | 100 tarefas/mês, 5 zaps | Ilimitado (self-hosted) |
| Preço inicial pago | US$9/mês (10k ops) | US$19,99/mês (750 tarefas) | US$20/mês (cloud) |
| Integrações nativas | 1.800+ | 6.000+ | 400+ |
| Complexidade de fluxos | Alta (loops, filtros, routers) | Média (paths limitados) | Alta (requer técnico) |
| Curva de aprendizado | Média | Baixa | Alta |
O Zapier tem mais integrações, mas cobra por tarefa executada — e cada etapa do fluxo conta como tarefa separada. No Make, um cenário com 10 módulos que roda uma vez consome 10 operações. No Zapier, esse mesmo fluxo consumiria 10 tarefas, cada uma cobrada individualmente no plano pago. Para quem roda automações de marketing em volume, a diferença no custo mensal é significativa.
O n8n é open-source e poderoso, mas exige infraestrutura própria e conhecimento técnico para manter. Para donos de negócio que querem resultado rápido sem depender de desenvolvedor, o Make acerta no equilíbrio.
Como criar sua primeira automação no Make?

Criar uma automação funcional no Make leva menos de 15 minutos quando você sabe o que conectar. O processo segue sempre a mesma lógica: definir o gatilho (o que inicia o fluxo), adicionar os módulos de ação (o que acontece depois) e configurar filtros se necessário. Não precisa saber programar — a interface é visual e cada módulo tem campos que você preenche como um formulário. O segredo é começar simples e ir adicionando complexidade conforme entende o funcionamento da plataforma.
Passo a passo para o primeiro cenário:
- Crie uma conta gratuita em make.com — o plano free já permite 1.000 operações por mês
- Clique em “Create a new scenario” — você verá o editor visual vazio
- Adicione o módulo de gatilho — por exemplo, “Google Forms: Watch Responses” para capturar leads de formulário
- Conecte o módulo de ação — arraste e conecte “Google Sheets: Add a Row” para salvar os dados
- Adicione um segundo módulo de ação — “Mailchimp: Add/Update a Subscriber” para incluir o lead na lista de email
- Teste o cenário — clique em “Run once” e preencha o formulário para ver os dados fluírem
- Ative o agendamento — configure para rodar a cada 15 minutos ou em tempo real via webhook (URL que recebe dados automaticamente)
Esse fluxo básico — formulário → planilha → email marketing — já elimina o trabalho manual de copiar dados entre ferramentas. É o mesmo princípio que usamos para criar chatbots sem programação: conectar peças prontas em vez de construir do zero.
Quais automações de marketing trazem mais resultado?
As automações que mais impactam o resultado de marketing são as que eliminam gargalos entre a captura do lead e o primeiro contato. Na LeadMark, testamos dezenas de fluxos e estes cinco são os que mais reduziram tempo operacional e aumentaram conversão (ação desejada: compra, cadastro, contato) desde 2023.
- Lead capturado → CRM + email + notificação: formulário dispara cadastro no CRM, email de boas-vindas e alerta no Slack/WhatsApp do vendedor. Tempo de resposta caiu de 2h para 3 minutos
- Post agendado → múltiplas redes: conteúdo aprovado no Notion/Sheets é publicado automaticamente no Instagram, LinkedIn e Facebook via Buffer ou diretamente pela API
- Carrinho abandonado → sequência de recuperação: e-commerce detecta abandono, Make dispara email em 30min, WhatsApp em 2h e SMS em 24h
- Lead scoring automático: dados do formulário + comportamento no site geram uma nota. Leads com nota alta vão direto para o vendedor; nota baixa entra em nutrição por email
- Relatório semanal automático: Make coleta dados do Google Ads, Meta Ads e Google Analytics, monta uma planilha formatada e envia por email toda segunda às 8h
Essas automações se conectam diretamente com as ferramentas de IA que uso para gerenciar campanhas. A IA gera o conteúdo, o Make distribui e executa.
O plano gratuito do Make é suficiente para começar?
O plano gratuito do Make oferece 1.000 operações por mês e dois cenários ativos simultaneamente, o que é suficiente para validar automações simples antes de investir. Uma operação é cada vez que um módulo do cenário executa uma ação — se seu cenário tem 5 módulos e roda 10 vezes por dia, consome 50 operações por dia, ou 1.500 por mês. Nesse caso, o free não bastaria, mas um cenário com 3 módulos rodando 5 vezes por dia consome apenas 450 operações mensais e cabe no plano gratuito.
Na prática, recomendo começar com um único cenário que resolva seu maior gargalo. Para a maioria dos pequenos negócios, é a transferência manual de leads entre formulário e ferramentas de contato.
Quando ultrapassar as 1.000 operações, o plano Core a US$9/mês (cerca de R$50 na cotação atual) entrega 10.000 operações — suficiente para a maioria das PMEs (pequenas e médias empresas). O investimento se paga na primeira semana se a automação economiza pelo menos 1 hora de trabalho operacional por dia.
Como integrar Make com WhatsApp e email marketing?

A integração do Make com WhatsApp e email marketing é onde a automação de marketing realmente ganha escala para negócios locais no Brasil. O WhatsApp é o canal de comunicação dominante — mais de 93% dos brasileiros usam diariamente, segundo relatório Digital 2025 da DataReportal. Conectar seus formulários de captura diretamente ao WhatsApp via Make significa que o lead recebe resposta antes de fechar a aba do navegador. Na LeadMark, essa velocidade de primeiro contato aumentou a taxa de conversão em 34% nos corretores que adotaram o fluxo automatizado.
Para WhatsApp Business API, o Make tem módulos nativos. Você conecta sua conta Business, seleciona o template de mensagem aprovado e define as variáveis (nome, produto de interesse, etc.). Para provedores como Z-API ou Evolution API, use o módulo HTTP do Make com a URL da API e os cabeçalhos de autenticação.
Para email marketing, o Make integra nativamente com Mailchimp, ActiveCampaign, Brevo (ex-Sendinblue), RD Station e dezenas de outras plataformas. O fluxo mais eficiente: lead chega → Make adiciona na lista segmentada por interesse → dispara sequência de nutrição automaticamente.
Isso funciona bem combinado com estratégias de redução de custo por lead — automação reduz CPL (custo por lead) porque elimina o desperdício de leads que chegam mas não são contatados a tempo.
Quais erros travam sua automação de marketing?
Os erros mais comuns ao automatizar marketing com Make não são técnicos — são estratégicos. Depois de implementar automações para dezenas de operações na LeadMark e em clientes, os mesmos problemas aparecem repetidamente. Reconhecer esses padrões antecipadamente economiza semanas de frustração e retrabalho.
- Automatizar o processo errado: antes de criar o cenário, pergunte “essa tarefa precisa ser feita?” — automatizar algo desnecessário é desperdiçar operações
- Cenários sem tratamento de erro: quando uma API falha (e vai falhar), o cenário inteiro para. Configure o módulo “Error Handler” do Make com fallback para cada conexão externa
- Dados sujos na entrada: formulário sem validação envia telefone em formato errado, email inválido, nome em branco. Limpe os dados com filtros e funções do Make antes de enviar para o CRM
- Ignorar o limite de operações: fluxos mal planejados consomem 10x mais operações que o necessário. Use routers (ramificadores) com filtros para processar apenas o que importa
- Não testar com dados reais: o “Run once” do Make aceita dados de teste, mas o comportamento muda com volume real. Rode uma semana em modo de teste antes de ativar para todos os leads
- Automação sem monitoramento: configure notificações de erro no Slack ou email. Cenário que falha silenciosamente é pior que processo manual — pelo menos no manual alguém percebe o problema
Perguntas frequentes
Make é gratuito para automação de marketing?
Sim. O plano free do Make oferece 1.000 operações por mês e dois cenários ativos, o suficiente para testar fluxos simples como captura de lead por formulário e envio de email de boas-vindas. Para operações em volume, os planos pagos começam em US$9/mês com 10.000 operações.
Qual a diferença entre Make e Zapier?
O Make usa um editor visual com ramificações, filtros e loops nativos, o que permite criar fluxos complexos sem gambiarras. O Zapier é mais simples para automações lineares, mas cobra por tarefa. Para marketing com múltiplas etapas, o Make costuma sair mais barato e flexível.
Preciso saber programar para usar o Make?
Não. O Make é uma ferramenta no-code (sem código) com interface de arrastar e soltar. Você conecta módulos visualmente, como peças de Lego. Saber o básico de lógica condicional — se isso acontecer, então faça aquilo — já é suficiente para criar automações eficientes.
O Make integra com WhatsApp Business?
Sim, o Make tem módulos nativos para WhatsApp Business API e integrações via HTTP para provedores como Z-API e Evolution API. Você pode automatizar envio de mensagens de follow-up (acompanhamento), confirmações de agendamento e notificações de status de pedido.
Se você gera leads mas perde vendas porque o time não consegue responder rápido o suficiente — ou gasta horas por dia copiando dados entre planilhas e ferramentas — automação com Make resolve isso em dias, não meses. Entre em contato para uma análise gratuita dos seus fluxos de marketing e identificar onde a automação traria resultado imediato.
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CEO @leadmarkbr · Especialista em SEO e Tráfego Pago
CEO da LeadMark desde 2012. Mais de 15 anos em Google Ads, SEO/GEO e Meta Ads. Gero +60k leads/mês para 30 mil corretores de planos de saúde em todo o Brasil. Certificado Google Ads Search. Palestrante em eventos de marketing digital.
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