Comportamentos de Fundadores que Fazem a Diferença em Pitch Decks

Comportamentos de Fundadores que Fazem a Diferença em Pitch Decks
Comportamentos de Fundadores que Fazem a Diferença em Pitch Decks

Você sabia que os fundadores revelam mais em momentos silenciosos do que em qualquer apresentação? Vamos explorar comportamentos que fazem a diferença!

Comportamentos de Fundadores que Fazem a Diferença em Pitch Decks

Um pitch deck pode abrir portas, mas o que realmente sustenta uma empresa quando as coisas apertam é o caráter do fundador. Eu já vi centenas de apresentações, e a verdade é que os slides, por mais bonitos que sejam, raramente contam a história completa. O que importa de verdade são os sinais humanos, os hábitos e a presença que um fundador demonstra. São esses detalhes que preveem quem vai durar quando o plano inicial não sair como esperado.

Como falam sobre pessoas ausentes

Preste atenção em como um fundador fala sobre quem já não faz parte da equipe. Quem assume a responsabilidade pelos problemas, sem culpar os outros, mostra que tem maturidade. Já quem reescreve a história para se isentar, geralmente, vai culpar os próximos também. A responsabilidade sempre aparece, cedo ou tarde.

Relação com a verdade

Observe as pequenas mentiras, os números arredondados ou as explicações convenientes. Fundadores que exageram no começo tendem a exagerar depois. A pressão não cria a desonestidade, ela apenas a revela. A confiança, ou cresce, ou desmorona; não existe meio-termo.

Rapidez nas respostas sem ganho

Qualquer um é rápido para responder quando há dinheiro envolvido. Mas e nos momentos mais calmos? Uma resposta rápida a uma introdução que não garante nada, ou uma atualização que ninguém pediu, mostra disciplina. A disciplina sem aplausos diz muito sobre a pessoa.

Deixam o produto falar por si

Grandes fundadores não apenas falam sobre o produto; eles o vivem. Usam, compartilham e confiam que ele se apresentará sozinho. Se você não está disposto a usar sua marca, carregá-la ou oferecê-la, talvez sua confiança no produto não seja tão grande quanto pensa. A distribuição começa com a presença, não com anúncios.

Conforto em dizer ‘não sei’

Isso diferencia líderes de meros “performers”. Fundadores que fingem ter todas as respostas geralmente param de aprender. Os melhores fazem uma pausa, pensam e fazem perguntas melhores. Confiança não é fingimento; é curiosidade sem ego.

Reação ao receber críticas

Eu costumo testar as suposições de propósito. O fundador fica na defensiva? Ele escuta? Ele se adapta? Quem não consegue absorver críticas se quebra sob pressão. O mercado, acredite, vai pressionar muito mais do que qualquer investidor.

Relação com o controle

Bons fundadores sabem quando segurar o volante e quando passá-lo. Os fracos ou microgerenciam tudo ou desaparecem, e ambos travam o progresso. Controlar não é sobre poder, mas sobre responsabilidade.

Explicam o negócio sem slides

Feche o notebook. Se a história do negócio desmorona sem os slides, provavelmente o próprio negócio também desmorona. Clareza não é simplificação; é compreensão profunda. Se você não consegue explicar algo de forma simples, ainda não o domina.

Como tratam pequenas vitórias

Eles celebram em silêncio e continuam construindo? Ou comemoram como se já tivessem chegado ao topo? Fundadores que exageram nas celebrações de pequenas vitórias tendem a estagnar depois. O trabalho nunca acaba, e o mercado não se importa com seu último comunicado de imprensa. A fome de crescer sempre supera o “hype”.

Ações quando ninguém está olhando

Isso é o que mais importa. Os melhores fundadores chegam preparados, mesmo para reuniões que parecem sem importância. Eles tratam um analista júnior da mesma forma que tratam um investidor principal. O caráter não é situacional; é consistente. Quem você é nos momentos de silêncio é quem você será quando realmente importar.

No fim das contas, pitch decks não fazem empresas falir — pessoas fazem. Mercados mudam, o capital aperta e a concorrência copia o que funciona. Algo sempre vai dar errado, geralmente no pior momento. Quando isso acontece, eu não aposto no seu mercado-alvo ou nos seus slides. Eu aposto em você — nos hábitos que você mantém quando a sala esvazia e o barulho some. O deck pode abrir a porta, mas quem você é determina o que acontece depois que ela se fecha.