Você já se perguntou como negociar seu salário marketing de forma eficaz? Neste guia, vamos explorar dicas práticas que podem fazer toda a diferença na sua carreira.
Negociando seu Salário em Marketing: A Estratégia de um Corredor para o Sucesso Profissional
E aí, galera que corre atrás dos objetivos, tanto na pista quanto na carreira! Assim como a gente planeja cada passo de uma prova, negociar o salário em marketing exige estratégia, preparo e, acima de tudo, autoconhecimento. Não é só sobre o fôlego, mas sobre a inteligência de corrida. Vamos mergulhar nesse “treino” de negociação, com dicas práticas para você conquistar o seu melhor tempo — ou melhor, o seu melhor salário!
Dificuldades com Salários em Marketing: O Percurso Inesperado
No mundo da corrida, a gente sabe que cada percurso é único, né? No marketing, é bem parecido. As funções de marketing são mais difíceis de comparar do que muitas outras profissões, o que complica a vida na hora de definir expectativas e negociar. Não existe um “padrão” da indústria, como um órgão regulador que defina as regras. Isso significa que um “VP de Marketing” em uma empresa pode ter responsabilidades de um “gerente júnior” em outra. É como comparar o tempo de um 10k de montanha com um 10k plano — são coisas diferentes!
Além disso, o mercado mudou muito. Quem negociou salário lá em 2020-2021, no auge do boom digital pós-pandemia, vai encontrar um cenário diferente hoje. A inteligência artificial (IA), a incerteza econômica global e as reestruturações de empresas diminuíram a pressão salarial em muitas áreas. Os salários que vimos naquela época são, em grande parte, coisa do passado. Ainda existem vagas bem remuneradas, mas encontrá-las exige mais preparo. É como a gente se adaptar a um novo tipo de treino quando o corpo pede.
Conheça Seu Valor: O Seu Pace e a Sua Resistência
Antes de qualquer negociação, você precisa saber o que você “traz para a mesa”. Se você já recebeu uma proposta ou busca um aumento, a empresa já reconhece seu potencial. Mas, como em uma corrida, eles sempre tentarão te contratar pelo menor “preço”. Conhecer seu valor te dá a confiança para negociar. Não é só sobre sua experiência direta, mas sobre todo o seu “treino” acumulado.
Demonstre Sua Experiência na Indústria
Não subestime o valor de ter experiência no setor da empresa. Algumas indústrias têm dificuldade em atrair profissionais de marketing, e sua disposição em atuar nelas pode valer um salário maior. Se você já trabalhou em áreas desafiadoras, como jogos de azar ou farmacêutica, isso pode ser um diferencial, pois a percepção de dificuldade em marketing nesses setores é alta.
Promova Sua Experiência Prévia em e Fora de Funções Similares
Seus anos de experiência são um trunfo óbvio, mas lembre-se que o empregador também se beneficia do conhecimento que você adquiriu fora do cargo específico. Habilidades transferíveis, como comunicação, resolução de problemas e gestão de stakeholders, são tão importantes quanto as técnicas. Revise seu currículo e veja como suas experiências passadas se alinham com a descrição da vaga.
Destaque Habilidades Extras Fora da Sua Especificação de Cargo
Pense nas habilidades que você desenvolveu que talvez não estejam na descrição da vaga, mas que são cruciais para o sucesso. Isso é especialmente útil se você está no início da carreira. Experiências de voluntariado, trabalhos de verão ou até hobbies podem ter te ensinado lições valiosas que apoiam sua trajetória profissional.
Mostre Seu Impacto Financeiro em Funções Anteriores
Assim como a gente mede o ROI (Retorno sobre Investimento) de um treino, os empregadores querem saber se o salário que pagarão trará um retorno. Se você busca um salário maior, precisa mostrar por que vale a pena financeiramente para a empresa. Foque em exemplos que demonstrem aumento de receita ou economia de custos, não apenas em métricas de tráfego ou ranqueamento. Mesmo com acordos de confidencialidade, você pode mencionar resultados como “aumento de 5x na receita orgânica” ou “redução de 20% no orçamento de PPC mantendo a performance”.
O Que é Realista no Mercado: Conhecendo o Terreno da Prova
Entender seu valor é uma coisa, mas avaliá-lo de forma realista no mercado é outra. No fim das contas, os salários são limitados pelo que os empregadores estão dispostos a pagar. É como saber que, por mais que você treine, não vai correr uma maratona em 2 horas se seu corpo não estiver pronto para isso.
Pesquise Benchmarks de Mercado
Faça sua lição de casa! Pesquise anúncios de vagas na sua região com habilidades e experiências semelhantes. Anote as faixas salariais. Cuidado para não comparar apenas pelos títulos, pois eles variam muito. Considere também a indústria: salários em ONGs, por exemplo, dificilmente serão os mesmos de empresas de tecnologia ou finanças. Relatórios de benchmarking salarial, como o “Remote, content SEO roles in decline: Report” e o “Salary and Career survey: How much search marketers make”, podem oferecer uma visão mais objetiva. Lembre-se que salários variam muito por país, então evite comparações diretas entre, por exemplo, EUA e Reino Unido.
Entenda as Faixas Salariais Internas
Sempre que possível, tente descobrir a faixa salarial da vaga. Algumas empresas preferem que o candidato dê o primeiro passo, evitando revelar o máximo que podem pagar. Por isso, a pesquisa de mercado (dica anterior) é crucial. Se um recrutador não quiser compartilhar a faixa exata, pergunte sobre os níveis ou “bandas” de cargo. Isso pode te dar uma ideia da hierarquia e do teto salarial. Se você souber a faixa, tente entender o que qualifica um candidato para o topo dela. São habilidades extras? Experiência em um setor específico? Assim, você pode destacar esses pontos no seu currículo e nas entrevistas.
Identifique e Demonstre o Que é Valioso para a Empresa: A Estratégia de Corrida
Muitas vezes, o que a empresa realmente busca não está claro na descrição da vaga. Os gestores podem não ter definido totalmente o perfil ideal até entrevistarem vários candidatos. Por isso, é importante investigar. Pergunte aos entrevistadores o que significa “sucesso” na função ou como eles descreveriam os colegas de melhor desempenho. Isso te ajuda a entender os valores e comportamentos que a empresa mais aprecia.
Demonstre Como Você Vive Esses Valores
Depois de entender os valores da empresa, mostre como você os incorpora. Se “iniciativa” é valorizada, use exemplos de projetos anteriores onde você demonstrou essa característica. Se “transparência” é importante, mencione uma situação em que você reconheceu um erro. Alinhar-se aos valores da empresa, além de ser competente na função, te torna um candidato mais atraente e fortalece seu pedido salarial.
Estabeleça Seus Limites Pessoais: A Linha de Chegada Que Você Não Atravessa
Na negociação, você precisa saber qual é o seu mínimo absoluto. Não é só o menor salário que você pode aceitar financeiramente, mas o que você precisa para se sentir respeitado e valorizado. Ter limites claros facilita dizer “não” a uma oferta que não os atende. É como saber o seu limite de esforço para não se lesionar em uma prova.
Considere Outros Benefícios Que Podem Compensar um Salário Menor
Em algumas situações, aceitar um salário menor pode fazer sentido. Talvez você esteja mudando para uma área onde tem menos experiência e começará em um nível mais júnior. A oportunidade de desenvolver novas habilidades pode justificar um salário inicial mais baixo. Outros benefícios tangíveis, como um bom plano de saúde, mais dias de folga, horários de trabalho mais flexíveis ou uma academia, podem tornar um salário menor aceitável.
Identifique Outros Pontos Positivos Que Podem Justificar um Salário Menor
Você pode estar entrando em uma indústria pela qual tem grande paixão. Por exemplo, trabalhar em uma ONG pode trazer uma satisfação pessoal que compensa um salário mais baixo. Leve essas considerações em conta ao definir suas expectativas e limites.
Decida o Mínimo Suficiente Para Você Desistir
Depois de analisar todas as dicas, você deve ter uma ideia clara da compensação mínima que está disposto a aceitar. Mantenha isso em mente durante as negociações. É natural sentir a pressão de não perder a vaga, mas entrar em uma empresa já se sentindo mal remunerado não é sustentável. Você pode estar melhor recusando uma proposta se a empresa não conseguir cobrir a diferença entre a oferta e suas expectativas mínimas. Assim como na corrida, às vezes é melhor não largar do que se queimar no percurso.






Givanildo Albuquerque