Como Analisar o Google Discover para Maximizar seu Alcance

Como Analisar o Google Discover para Maximizar seu Alcance
Como Analisar o Google Discover para Maximizar seu Alcance

Você já ouviu falar do Google Discover? Essa ferramenta pode ser a chave para aumentar sua visibilidade online. Neste artigo, vamos explorar como analisar e otimizar seu conteúdo para aproveitar ao máximo essa plataforma incrível.

Desvendando o Google Discover: Como Analisar e Otimizar seu Conteúdo

E aí, pessoal do SEO! Quem nunca se pegou pensando em como o Google Discover funciona de verdade, né? É tipo uma caixa preta, cheia de mistérios. Mas, olha, mesmo com os dados limitados que temos, dá pra criar sistemas internos que nos ajudam a tirar muito mais valor dessa plataforma. É sobre isso que a gente vai conversar hoje: como ir além do básico e realmente entender o que faz seu conteúdo bombar no Discover.

Princípios Chave do Discover: Entendendo o Jogo

Antes de mergulharmos nos números, é bom a gente alinhar o que já sabemos sobre o Discover. Pense nele como um primo próximo da Busca do Google, mas com um toque mais pessoal e dinâmico. Algumas verdades que já foram confirmadas:

  • Busca e Discover andam de mãos dadas: O próprio Google já disse que eles estão intrinsecamente ligados. Manter uma presença forte na busca ajuda a construir sua reputação como editor confiável.
  • Conteúdo fresco é rei: Embora alguns conteúdos “evergreen” apareçam, o Discover adora novidades, especialmente aquelas ligadas a notícias.
  • Engajamento é a moeda: Conteúdos mais leves, de estilo de vida e que geram engajamento tendem a se dar bem.
  • Foco em entidades: O Discover é muito orientado por entidades (pessoas, lugares, organizações), cliques e engajamento inicial.
  • Personalização em ação: A plataforma agrupa pessoas com interesses semelhantes. Se você agrada um grupo, é provável que mais pessoas desse mesmo grupo sejam alcançadas.
  • Performance inicial importa: Se seu conteúdo supera as expectativas de desempenho logo no começo, ele tem mais chances de ser impulsionado.
  • Saturação e queda: Depois que os grupos de interesse são “saturados”, a performance do conteúdo tende a cair naturalmente.
  • Valorizando criadores e vídeos: O Google está cada vez mais facilitando a descoberta de criadores individuais e conteúdo em vídeo, porque, sejamos sinceros, as pessoas confiam em pessoas e adoram assistir vídeos.

E tem uma regra de ouro que vale para muitos algoritmos, incluindo o Discover: a “Golden Hour Rule”. Basicamente, os primeiros 60 minutos após a publicação são cruciais para determinar se seu conteúdo será amplificado ou não. Quer viralizar? Foque no engajamento logo de cara!

Quais Dados Precisamos Analisar?

Para nós, que somos analistas e profissionais de SEO, o objetivo é extrair o máximo de valor do Discover. Não vamos ficar só no básico de cliques e impressões. Vamos mais fundo! Na minha experiência, você precisa monitorar e analisar os seguintes pontos:

  • CTR (Taxa de Cliques)
  • Entidades
  • Subpastas
  • Autoria
  • Manchetes e Imagens
  • Tipo de Conteúdo (notícias, guias, entrevistas, etc.)
  • Performance de Publicação

É importante lembrar: para que essa análise faça sentido, seu site já precisa ter algum tráfego vindo do Discover. Se ainda não tem, o foco deve ser criar conteúdo de alta qualidade, original e relevante para seu nicho, e divulgá-lo amplamente. Ah, e uma observação: é difícil identificar o tráfego exato do Discover em plataformas de análise. Muitas empresas fazem uma estimativa usando dados do Google e de dispositivos móveis/Android.

Analisando o CTR: O Coração da Visibilidade

O CTR é uma métrica fundamental para o SEO de notícias, Top Stories e, claro, o Discover. Ele é muito mais importante aqui do que no SEO tradicional, porque o algoritmo toma decisões quase em tempo real sobre qual conteúdo promover. Resultados “evergreen” são ajustados continuamente, com base em engajamentos de longo prazo, mas no Discover, a velocidade é tudo.

O CTR é combinado com dados de engajamento mais tradicionais, como cliques, interações na página e duração da sessão, para garantir que uma manchete e imagem atraentes levem a um conteúdo que realmente satisfaça o usuário. É por isso que o clickbait, que promete muito e entrega pouco, está perdendo força. A satisfação do usuário sempre vence a “clicabilidade” a longo prazo.

Para tirar o máximo do CTR, combine-o com:

  • Tipo de imagem.
  • Tipo de manchete (e tipo de conteúdo).
  • Análise de entidades.

Entidades: O Foco do Algoritmo

As entidades são mais importantes no SEO de notícias do que em qualquer outra área. Embora o SEO de entidades tenha crescido em popularidade, sites de notícias já trabalham com elas há anos, muitas vezes sem saber. Você precisa saber quais pessoas, lugares e organizações (que representam mais de 85% das entidades relevantes) geram valor para você e seus usuários no Discover.

Para fazer uma análise de entidades eficaz, você não pode fazer isso manualmente. Minha dica é usar uma combinação de uma LLM (como a API do ChatGPT), uma ferramenta de NER (Named Entity Recognition) e o Knowledge Graph do Google ou o WikiData. Assim, você extrai a entidade do título, desambigua usando o conteúdo da página (para saber se “Apple” é a empresa ou a fruta) e confirma com as bases de conhecimento.

Subpastas: Onde Seu Conteúdo Brilha Mais

É bem direto: você quer saber quais subpastas do seu site geram mais impressões e cliques no Discover. Isso é super valioso para sites grandes, com muitas subpastas e alta produção de conteúdo. Entender quais subpastas performam melhor no Discover dá uma chance maior de sucesso para artigos individuais.

Combine esses dados com o tipo de manchete e as entidades. Se você entender qual tipo de manchete (e conteúdo) funciona para subpastas específicas, pode ajudar seus editores e redatores a tomar decisões mais inteligentes.

Autoria e E-E-A-T: Quem Escreve Importa

O Google rastreia a autoria na busca, sem dúvida. O autor do conteúdo tem um peso significativo quando se trata de E-E-A-T, e uma autoria confiável faz diferença. A desambiguação é um componente crucial da busca moderna, e é por isso que é tão importante fornecer clareza inegável sobre quem está por trás do conteúdo.

Para o Discover, especificamente, você deve analisar os autores sob a ótica de:

  • Quantos artigos eles escreveram que apareceram no Discover (e performaram bem na Busca)?
  • Com quais tópicos/entidades eles têm o melhor desempenho?
  • Qual tipo de manchete funciona melhor para eles?

Tipos de Manchetes: A Arte de Chamar a Atenção

Analisar os tipos de manchetes é uma ótima forma de entender qual conteúdo funciona para você. Por exemplo, manchetes que criam uma “lacuna de curiosidade” ou aquelas com números funcionam melhor? Manchetes com nomes de celebridades têm bom desempenho? Isso muda de uma subpasta para outra? Manchetes em primeira pessoa têm um CTR maior em finanças do que em notícias?

Essas são as perguntas que você deve fazer. Embora não seja possível “raspar” o Discover diretamente, você pode levantar hipóteses sobre qual H1, título da página e OG title são os mais clicáveis. O Discover, inclusive, é conhecido por usar o OG title com mais frequência do que a busca tradicional, o que é uma oportunidade para criar uma manchete mais “clicável” do que você usaria no H1 ou no título da página.

Comece definindo todos os tipos de manchetes que você usa – lacuna de curiosidade, localizadas, listas numeradas, perguntas, “como fazer”, gatilhos emocionais, primeira pessoa, etc. – e analise a eficácia de cada uma. Use um modelo de machine learning (a API do ChatGPT pode ajudar!) para categorizar cada manchete, treinando-o para identificar padrões como nomes de lugares, números, perguntas e estilo em primeira pessoa. Depois, verifique a qualidade da categorização e detalhe isso por subpasta, autor ou entidade.

Imagens: O Apelo Visual que Converte

As imagens são tão cruciais quanto as manchetes. Não dá para ter certeza absoluta de qual imagem será puxada para o Discover, mas se sua imagem destacada tiver 1200 px de largura, é uma aposta segura que será ela. O CTR é, sem dúvida, o maior fator para o sucesso inicial, e no Discover, ele é determinado por dois elementos principais: a manchete e a imagem.

Testes de imagem mostram que, em notícias, as pessoas gostam de ver rostos tristes e autenticidade. Em finanças, rostos felizes olhando para a câmera transmitem segurança. É um pouco contraintuitivo, mas funciona. Muitos editores testam selos e logotipos nas imagens, e por um bom motivo: imagens com logos consistentemente geram mais cliques para grandes marcas. Se você tem um site com paywall, mas oferece blogs ao vivo gratuitos, vale a pena informar isso na imagem.

Sua análise de imagens deve incluir:

  • Presença humana e direção do olhar.
  • Expressão facial.
  • Ressonância emocional.
  • Composição e enquadramento.
  • Esquemas de cores.
  • Tipo de foto.

Use machine learning para agrupar fotos e determinar o CTR. Por exemplo, “pessoas olhando diretamente para a câmera + sorrindo” pode ser um grupo, e “não olhando para a câmera + carrancudo” outro.

Performance de Publicação: O Timing é Tudo

Quanto mais você publica, mais isso importa. Grandes redações analisam volumes, horários e frescor do conteúdo constantemente. Se você tem menos de 50 artigos por mês no Discover, talvez não precise se aprofundar tanto. Mas para centenas ou milhares de artigos, esses insights são valiosos para os editores.

Eu focaria em:

  • Dias de publicação.
  • Horários de publicação.
  • Frescor do conteúdo.
  • Republicação versus publicação original.

Seus resultados devem oferecer orientações claras sobre os melhores momentos para publicar e alcançar o pico de desempenho no Discover. No entanto, é importante ter cautela: o Discover é uma plataforma volátil e pode recompensar conteúdos de baixa qualidade. Não se deixe levar apenas pelos números; o impacto direto no seu resultado final pode ser limitado se você sacrificar a credibilidade.

Unindo as Peças: Transformando Dados em Ação

Para amarrar tudo isso, você precisa de metas claras que ajudem a gerar análises que impactem diretamente o valor do seu conteúdo no Discover. Ao definir sua análise, concentre-se nos elementos sobre os quais você tem mais controle. Por exemplo, talvez você não consiga controlar o que os editores decidem publicar, mas pode alterar a manchete (H1, título e/ou OG) e a imagem antes da publicação.

  1. Defina uma meta clara em torno de conversões e tráfego.
  2. Entenda sobre o que você tem mais controle.
  3. Entregue insights no nível da equipe ou da subpasta.

É crucial entender se seu papel é mais estratégico ou tático. Papéis estratégicos são mais consultivos, oferecendo conselhos sobre tipos de manchetes e entidades a evitar ou escolher. Papéis táticos significam que você tem mais voz na implementação das mudanças, como manchetes, horários de publicação e segmentação de entidades.

Recursos Adicionais para Aprofundar seus Conhecimentos

Quer ir além? Recomendo dar uma olhada nestes artigos para continuar sua jornada no universo do Discover e da IA no SEO:

Este conteúdo foi originalmente publicado no Leadership in SEO. Espero que essas dicas ajudem você a desvendar o Google Discover e a levar seu conteúdo para o próximo nível!