Impostos são uma parte fundamental da vida de qualquer empreendedor. Com as recentes mudanças na legislação, é crucial entender como otimizar sua carga tributária. Vamos explorar três estratégias que podem fazer a diferença para o seu negócio!
Planejamento Fiscal Inteligente: Três Movimentos Essenciais para Empreendedores Antes de 2026
E aí, empreendedor! Com o ano de 2025 chegando ao fim, é hora de dar uma olhada estratégica nas suas finanças. As recentes mudanças na legislação tributária, especialmente com a chegada da “One Big Beautiful Bill Act”, trouxeram novidades que podem impactar diretamente o seu bolso. Não dá para deixar para a última hora, né? O quarto trimestre é a janela de ouro para ajustar sua estratégia fiscal e garantir que você aproveite todos os benefícios. Vamos mergulhar em três ações cruciais que todo empreendedor deveria considerar agora.
1. Reavaliando a Estrutura da Sua Empresa: Um Pilar para a Economia de Impostos
Escolher a estrutura jurídica errada para o seu negócio é um dos erros mais comuns que vejo, e pode custar caro. Mas a boa notícia é que não é um erro sem volta! Já vi empreendedores economizarem mais de R$ 100.000 apenas fazendo uma mudança estratégica. Com as novas regras fiscais, essa revisão se tornou ainda mais vital.
O governo classifica sua empresa em três categorias principais para fins de impostos:
- Corporação: Pode ser uma C corporation ou S corporation.
- Parceria: Geral ou limitada.
- Empresário Individual: Conhecido como sole proprietorship.
A escolha ideal depende de como você opera, como se paga e se você reinveste os lucros ou os retira regularmente. Por exemplo, uma C corporation é excelente se você mantém o dinheiro dentro do negócio, pois a taxa de imposto corporativo é de apenas 21%, bem abaixo da maioria das taxas de imposto de renda pessoal, e essa taxa deve permanecer assim de forma permanente.
No entanto, se você, como muitos pequenos empresários, precisa retirar renda do seu negócio com frequência, uma C corporation pode não ser a melhor pedida. Isso porque a empresa pagaria 21% de imposto, e você pagaria novamente o imposto de renda pessoal sobre as distribuições que receber — uma “dupla tributação”.
Para quem retira dinheiro regularmente, as entidades “pass-through” (empresários individuais, parcerias e S corporations) costumam ser mais vantajosas. Elas transferem a renda diretamente para a declaração de imposto de renda pessoal do proprietário, evitando a dupla tributação.
Uma grande vitória para as entidades pass-through na nova lei fiscal foi a permanência da dedução de 20% sobre a renda de negócios qualificada (QBI). Mas atenção: essa dedução tem algumas limitações, como estar ligada aos salários pagos pela empresa e diminuir para quem tem alta renda. Por isso, é fundamental trabalhar de perto com seu contador ou consultor fiscal para garantir que sua empresa esteja estruturada para maximizar esse benefício.
Antes que o ano termine, sente-se com seu contador para revisar a estrutura de todas as suas entidades tributáveis. Ainda há tempo para fazer ajustes ou até mesmo adicionar novas entidades, se isso fizer sentido para seus objetivos.
2. Maximizando a Economia com a Depreciação Acelerada (Bonus Depreciation)
A depreciação acelerada é uma ferramenta poderosa que o governo usa para incentivar as empresas a investir em ativos. Ela permite que você deduza uma parte maior do valor de compra de ativos qualificados no ano em que são adquiridos, em vez de espalhar essa dedução ao longo da vida útil do ativo.
Antes da assinatura da “One Big Beautiful Bill Act” em 4 de julho, a depreciação acelerada seria de apenas 40% em 2025 e terminaria em 2027. Mas, em uma das melhores notícias para empreendedores na legislação, a depreciação acelerada de 100% está de volta para propriedades qualificadas adquiridas e colocadas em serviço após 19 de janeiro.
Se você investe em imóveis, a depreciação acelerada se torna ainda mais valiosa quando combinada com a segregação de custos. Com uma análise de segregação de custos adequada, você pode aplicar 100% da depreciação acelerada nas partes do seu imóvel que têm uma vida útil mais curta. Isso pode gerar uma dedução fiscal enorme no ano da compra, resultando em economias significativas que você pode usar em outros investimentos.
Muitos investidores imobiliários evitam a segregação de custos por medo de problemas com a Receita Federal, mas isso não é verdade. Quando feita corretamente, a segregação de custos permite que você deprecie seus investimentos imobiliários de forma adequada.
Certifique-se de trabalhar com seu consultor fiscal e um especialista em segregação de custos. O objetivo é garantir que a análise seja feita corretamente e que você reduza sua renda tributável ao máximo, sem criar um prejuízo operacional líquido excessivo que não poderá ser usado para compensar rendas futuras. Começar isso antes do final do ano lhe dá mais tempo para planejar suas futuras compras e deduções estrategicamente em 2025, 2026 e além.
3. Atenção aos Impostos Estaduais e Locais (Dedução SALT)
Desde a aprovação da “Tax Cuts and Jobs Act” de 2017, empreendedores em estados com impostos altos sentiram o peso de um limite de US$ 10.000 nas deduções de impostos estaduais e locais (SALT).
Graças à nova legislação fiscal, os empreendedores podem agora aproveitar uma dedução SALT de até US$ 40.000 em 2025, dependendo da sua renda bruta ajustada modificada. Essa dedução aumentará para US$ 40.400 em 2026 e 1% a cada ano até 2030, quando voltará a ser de US$ 10.000. É uma mudança bem-vinda, mas ainda exige uma análise cuidadosa para garantir que você pague o menor imposto possível.
Quando o governo federal reduziu a dedução SALT, quase todos os estados com imposto de renda criaram “soluções alternativas” que permitiam que as entidades pass-through pagassem impostos estaduais no nível da entidade. Assim, o imposto estadual poderia ser deduzido como despesa comercial, da mesma forma que as corporações fazem.
Como essas soluções alternativas ainda estão em vigor, você precisará recalcular seus números para garantir que está fazendo as escolhas ideais este ano. Dependendo da sua situação fiscal pessoal, a solução alternativa ainda pode oferecer um benefício maior do que a dedução SALT.
Seus Próximos Passos no Quarto Trimestre
É fundamental fazer uma revisão completa da sua estratégia fiscal e realizar os ajustes necessários a tempo de aproveitar todos os benefícios das recentes mudanças na lei tributária. Agende uma reunião com seu contador ou consultor fiscal para discutir esses três pontos e sua estratégia fiscal geral. Peça para eles analisarem todos os números para que você possa tomar uma decisão informada. E, claro, inclua seus objetivos de negócios e pessoais de curto e longo prazo nessa análise.
Priorizando esse trabalho no quarto trimestre, você estará se preparando para um maior sucesso financeiro tanto para este ano fiscal quanto para os próximos. Lembre-se, o planejamento é a chave para transformar impostos em oportunidades!
Para quem busca aprofundar ainda mais, o autor Tom Wheelwright, CPA e CEO da WealthAbility, oferece insights valiosos. Ele é um especialista em impostos e riqueza, e seu trabalho ajuda empreendedores a construir riqueza através de estratégias que reduzem impostos de forma permanente.
E se você quer começar 2026 com o pé direito, não perca o webinar gratuito “5 Steps to Get Ahead in 2026” em 7 de janeiro. É uma ótima oportunidade para aprender o framework de planejamento e execução que Kim Perell usa para escalar negócios. Registre-se agora!






Givanildo Albuquerque